Resenhas

Colegas,

Vamos colocar nossas resenhas nesse espaço. Caso alguém tenha dificuldades contacte comigo que agilizo.

Saudações freireanas,

Jean

 Resenha Crítica por: Mifra Angélica

 FREIRE, Paulo. Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 31 ed., 2008, (150 p.).

Paulo Freire nasceu em Recife, Pernambuco, em 19 de setembro de 1921, numa família de classe média. Depois da morte de seu pai a sua família iniciou a ter problemas financeiros e a passar necessidades. Formou-se em Direito, porém não viu vocação para a área, então decidiu exercer a profissão docente.
Em 1963, em Angicos, no Rio Grande do Norte, Paulo organizou um programa de alfabetização para adulto, em que em um mês alfabetizou 300 pessoas. Seus métodos estavam sendo bastante eficientes, mas quando ocorreu a Ditadura Militar no Brasil, Paulo Freire foi exilado para o Chile, em 1968. Mesmo fora do país, Freire buscava escrever novos livros sobre a educação, com a finalidade dessa formar cidadãos capazes de pensar sobre esse mundo e buscasse melhorá-lo, por isso defendia uma educação reflexiva, dialógica e problematizadora.
Com a anistia, em 1979, voltou a sua pátria brasileira e, seguiu carreira nas universidades, propagando seus ideais de mudança para uma melhor educação. Freire foi casado duas vezes e teve cinco filhos. Foi nomeado doutor honoris causa de 28 universidades, em vários países. Morreu em 02 de maio de 1997, de enfarte.
Mas, até hoje é bastante respeitado em diversos países do mundo, seus pensamentos e as sua contribuições pedagógicas são muito pertinentes para os dias atuais, pois Freire inova , causa inquietude, revolução na educação.
Ele teve como obras:
1959: Educação e atualidade brasileira. Recife: Universidade Federal do Recife, 139p. (tese de concurso público para a cadeira de História e Filosofia da Educação de Belas Artes de Pernambuco).
1961: A propósito de uma administração. Recife: Imprensa Universitária, 90p.
1963: Alfabetização e conscientização. Porto Alegre: Editora Emma.
1967: Educação como prática da liberdade. Introdução de Francisco C. Weffort. Rio de Janeiro: Paz e Terra, (19 ed., 1989, 150 p).
1968: Educação e conscientização: extencionismo rural. Cuernavaca (México): CIDOC/Cuaderno 25, 320 p.
1970: Pedagogia do oprimido. New York: Herder & Herder, 1970 (manuscrito em português de 1968). Publicado com Prefácio de Ernani Maria Fiori. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 218 p., (23 ed., 1994, 184 p.).
1971: Extensão ou comunicação?. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1971. 93 p.
1976: Ação cultural para a liberdade e outros escritos. Tradução de Claudia Schilling, Buenos Aires: Tierra Nueva, 1975. Publicado também no Rio de Janeiro, Paz e terra, 149 p. (8. ed., 1987).
1977: Cartas à Guiné-Bissau. Registros de uma experiência em processo. Rio de Janeiro: Paz e Terra, (4 ed., 1984), 173 p.
1978: Os cristãos e a libertação dos oprimidos. Lisboa: Edições BASE, 49 p.
1979: Consciência e história: a práxis educativa de Paulo Freire (antologia). São Paulo: Loyola.
1979: Multinacionais e trabalhadores no Brasil. São Paulo: Brasiliense, 226 p.
1980: Quatro cartas aos animadores e às animadoras culturais. República de São Tomé e Príncipe: Ministério da Educação e Desportos, São Tomé.
1980: Conscientização: teoria e prática da libertação; uma introdução ao pensamento de Paulo Freire. São Paulo: Moraes, 102 p.
1981: Ideologia e educação: reflexões sobre a não neutralidade da educação. Rio de Janeiro: Paz e Terra.
1981: Educação e mudança. Rio de Janeiro: Paz e Terra.
1982: A importância do ato de ler (em três artigos que se completam). Prefácio de Antonio Joaquim Severino. São Paulo: Cortez/ Autores Associados. (26. ed., 1991). 96 p. (Coleção polêmica do nosso tempo).
1982: Sobre educação (Diálogos), Vol. 1. Rio de Janeiro: Paz e Terra ( 3 ed., 1984), 132 p. (Educação e comunicação, 9).
1982: Educação popular. Lins (SP): Todos Irmãos. 38 p.
1983: Cultura popular, educação popular.
1985: Por uma pedagogia da pergunta. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 3ª Edição
1986: Fazer escola conhecendo a vida. Papirus.
1987: Aprendendo com a própria história. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 168 p. (Educação e Comunicação; v.19).
1988: Na escola que fazemos: uma reflexão interdisciplinar em educação popular. Vozes.
1989: Que fazer: teoria e prática em educação popular. Vozes.
1990: Conversando con educadores. Montevideo (Uruguai): Roca Viva.
1990: Alfabetização – Leitura do mundo, leitura da palavra. Rio de Janeiro: Paz e Terra.
1991: A educação na cidade. São Paulo: Cortez, 144 p.
1992: Pedagogia da esperança: um reencontro com a Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra (3 ed. 1994), 245 p.
1993: Professora sim, tia não: cartas a quem ousa ensinar. São Paulo: Olho d’água. (6 ed. 1995), 127 p.
1993: Política e educação: ensaios. São Paulo: Cortez, 119 p.
1994: Cartas a Cristina. Prefácio de Adriano S. Nogueira; notas de Ana Maria Araújo Freire. São Paulo: Paz e Terra. 334 p.
1994: Essa escola chamada vida. São Paulo: Ática, 1985; 8ª edição.
1995: À sombra desta mangueira. São Paulo: Olho d’água, 120 p.
1995: Pedagogia: diálogo e conflito. São Paulo: Editora Cortez.
1996: Medo e ousadia. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987; 5ª Edição.
1996: Pedagogia da Autonomia. Rio de Janeiro: Paz e Terra.
2000: Pedagogia da indignação – cartas pedagógicas e outros escritos. São Paulo: UNESP, 134 p.
A perspectiva teórica encontrada nas obras de Paulo Freire, principalmente na Educação como prática da Liberdade, percebe-se que ele sofre influências das idéias socialistas de Marx, sendo assim um divulgador de uma sociedade mais justa e que todos tenham mesmos direitos a educação e defende que essa seja um início determinante para a libertação dos povos oprimidos.
A obra Educação como prática da educação foi escrita na época da República Democrática, e que no governo de João Goulart, ele estava escrevendo esse livro e desenvolvendo um método de alfabetização que estava obtendo resultados bastantes satisfatórios, por não estar agradando a elite brasileira no período ditatorial Freire foi exilado do país.
A obra vem retratar a incessante busca de Paulo Freire propor para os povos dominados uma saída para a libertação desses, e ele esclarece neste livro que embora difícil de se ter uma educação que valorize a cultura, o povo, o diálogo, devido principalmente a herança histórica do Brasil, ele afirma ser capaz.
Educação como prática da liberdade é uma obra constituída por sessões que falam sobre: a educação e política; canção para os Fonemas da Alegria; Educação como Prática da Liberdade; agradecimento; esclarecimento; e quatro capítulos, os quais serão tratados nesse trabalho, que são: 1. A Sociedade Brasileira em Transição; 2. Sociedade Fechada e Inexperiência Democrática; 3. Educação versus Massificação; 4. Educação e Conscientização e no final da possui um apêndice.
No primeiro capítulo sobre a Sociedade Brasileira em Transição, Freire (2008) vem discutir a questão de por o homem como um ser racional, com cultura e histórica, ele necessita estar ciente das coisas que ocorre no seu meio, como o autor revela na citação: “É fundamental, contudo, partimos de que o homem, ser de relações e não só de contatos, não apenas está no mundo, mas com o mundo. Estar com o mundo resulta de sua abertura à realidade, que o faz ser ente de relações que é”. Freire propõe um ser humano “acordado”, que intervém, crítico, curioso, e não apenas mais um, que se acomoda com tudo e não busca seus direitos. Ele tenta mostrar que o homem é diferente dos outros animais, ele pensa, reflete e é capaz de criar e transformar o seu meio.
Nesse primeiro capítulo ainda o autor fala sobre “Tempo de trânsito” em que ele se refere a um período de mudança do contexto social, histórico e que isso ocorre de forma bastante rápida, então ele deixa claro que é necessário o povo acompanhar essa constante modificação, caso contrário, fica um ser ultrapassado e fácil de ser manipulado. E Freire trata dessa situação se referendo ao contexto histórico que ele vive na época, que foi o da Ditadura Militar na década de 60, de uma sociedade autoritária e fechada que teve os métodos de alfabetização de Freire interrompidos, mas não esquecidos e acabados, e afirma que esse período vai passar e virá outra realidade, basta às pessoas se atentar para isso.
No segundo capítulo que tem como tema Sociedade Fechada e Inexperiência Democrática, Freire aborda que o povo estava vivendo numa sociedade fechada, a que ele se refere à Ditadura Militar, antidialógica, autoritária que tem uma elite que predomina e assim manipula o povo e que por isso a democracia não teve muito espaço na sociedade brasileira. Como ele revela dizendo:
Realmente o Brasil nasceu e cresceu dentro de condições negativas às experiências democráticas. O sentido marcante de nossa colonização, fortemente predatória, á base da exploração econômica do grande domínio, em que o “poder do senhor” se alongava “das terras às gentes também” e do trabalho escravo inicialmente do nativo e posteriormente do africano, não teria criado condições necessárias ao desenvolvimento de uma mentalidade permeável, flexível, característica do clima cultural democrático, no homem brasileiro.
Freire deixa evidente que o problema não está no hoje, mas nos resquícios que a história brasileira trás desde a colonização, de não se ter uma cultura totalmente democrática. O país passou por momentos que se pregava ora a democracia, ora a ditadura, deixando o povo alheio a essa discussão e com isso sem ação. Então, Freire vem questionar essa postura de povo conformado, que tudo aceita, pois a democracia que hoje se vive Paulo faz uma crítica “Importamos a estrutura do estado nacional democrático, sem nenhuma prévia consideração a nosso contexto”. Porque a democracia foi pega de um trabalho bem sucedido de outro país e implantada no Brasil, e não conquistada pelo povo brasileiro. O homem necessita despertar para a sua vida, seu contexto, seu país, deve lutar pela liberdade de agir de pensar e se libertar dessa opressão.
O terceiro capítulo Educação “versus” massificação vem abrir discussão sobre a necessidade de o povo estar inserido nos questionamentos de seu contexto, e que para haver esse despertar e participar o Paulo Freire vê a educação como chave para o indivíduo obter aprendizado, analisar, discutir e modificar seu meio. Então assim ele afirma:  
Uma educação que possibilitasse ao homem a discussão corajosa de sua problemática. De sua inserção nesta problemática. Que o advertisse dos perigos de seu tempo, para que, consciente deles, ganhasse a força e a coragem de lutar, ao invés de ser levado e arrastado à perdição de seu próprio “eu”, submetido às prescrições alheias. Educação que o colocasse a constantes revisões. À análise crítica de seus “achados”.
O povo precisa ser modificado pela educação, para assim esse modificar a sociedade. Não existe mudança sem mobilização do povo, mas antes é necessário ter consciência do que se estar lutando.
O último capítulo é sobre a educação e conscientização, em que Paulo Freire propõe um acesso do povo analfabeto à educação, através de um “método” que tenta transformar o homem- objeto, em homem- sujeito da sua vida, cultura e responsável de modificar o contexto atual. Com isso, ele destaca “Numa alfabetização em que o homem, porque não fosse seu paciente, seu objeto, desenvolvesse a impaciência, a vivacidade, característica dos estados de procura, de invenção e reinvenção”. O homem deve conhecer as letras para entender seu mundo ao seu redor, ter criticidade, autonomia e condições para se defender de seus opressores.
Freire é bastante convincente e determinado quando ele se propõe a dizer que a educação é a base necessária para dar sustentáculo para a criação de um homem novo, que é capaz de distinguir entre o certo e errado, os que o enganam e os que não, o ser humano tem que estar atento, e não alienado da sua realidade.
Considero interessante haver um discussões sobre essas temáticas que Freire trás nessa obra são bastantes enriquecedoras, elas se executadas há resultados bastante pertinentes, em que ele indica um ensino que alfabetiza muitos analfabetos, como ocorreu em Angicos –RN,em pouco tempo, mas uma aprendizagem para toda uma via, já que eles não decoravam a cartilha do ABC, mas incorporavam palavras novas a partir da suas vivências.
Educação como prática da liberdade se torna uma obra mais interessante, porque Freire trata da situação que o povo viveu no período da Ditadura Militar, de repreensão, censura, violência física e psicológica, e o que são sujeitos hoje, exploração, baixos salários, Paulo afirma de forma convincente que o indivíduo deve buscar sem cessar pelo seu direito de liberdade de ser, de falar, questionar, modificar, enfim o homem dispor de oportunidade para mudar sua vida e sua realidade social.
A obra é indicada para estudiosos da área da educação que desejam ler e debater sobre temas extremamente atuais e que são muito pertinentes para a função do professor, sua prática, aprendizagem do aluno, enfim temas que envolvam o universo educacional que objetiva formar o educando em um ser diferente, se comparado com o modelo de aluno do passado, deseja-se um ser crítico. E principalmente para quem deseja conhecer e se aprofundar nessa obra do mestre Paulo Freire, que viveu para ensinar e a se dedicar para melhorar a educação.

 Mifra Angélica Chaves da Costa, aluna do 3º Período – Matutino do curso de Pedagogia da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – Mossoró 

RESENHA: POR ALEXSANDRA NOLASCO

FREIRE, paulo. Pedagogia do Oprimido, editora Paz e Terra.

A falta de humanização entre os opressores (que são a minoria), faz com que os oprimidos (que são a maioria), em algum momento sintam a necessidade de reivindicar os seus direitos, não querendo se tornarem opressores dos opressores, mas a restauração da humanidade por ambas as partes.
Os opressores tentam mostrar uma falsa generosidade para que consigam permanecer superiores aos oprimidos com mais facilidade, mas a verdadeira generosidade será quando esses “condenados da terra” consigam, com sua luta, se tornarem restauradores da sua humanidade e da sua libertação.
O autor cita que no primeiro momento que os oprimidos têm uma oportunidade de ascensão ao poder, eles se tornam mais opressores do que os que os oprimiram, mas isso acontece pelo fato de que, a situação real de opressão não foi transformada, porque aquele trabalhador para assegurar o seu lugar precisa oprimir os que estão “abaixo” para que o seu chefe ou patrão reconheça sua posição e atitude.
Ao reconhecerem oprimidos, encontram-se num dilema, onde entra em questão a dúvida de que querem ser livres, mas temem ser livres, porque dentro de si sentem os opressores, por isso os oprimidos não podem se ver em um mundo fechado, mas em uma situação que só eles serão capazes de transformar.
A pedagogia do oprimido está empenhada na luta pela libertação do homem, onde eles se conscientizem de que são oprimidos e usados como instrumentos pela cultura da dominação.
Os opressores quando se encontram na situação de oprimidos, sentem-se como se tudo que acontecesse a eles fosse uma violação de direitos, uma opressão a eles.
Quando o oprimido está consciente de sua opressão é que ele deve agir pelo seu ideal libertador, quando ele deixa de ser visto por ele mesmo como coisa, e sim, como sujeitos que buscam seus espaços.
Na educação “bancária”, o aluno que é oprimido, é visto como um depósito onde é colocado nele todo um conhecimento que já vem pronto, que não tem relação nenhuma com sua realidade, o aluno recebe, memoriza e repete, não se discute, não transformação naquela educação, e assim, vai se adaptando a realidade que lhe é transmitida.
Para evitar a educação bancária, é preciso que o aluno tenha consciência de que ele precisa se integrar e se incorporar nessa estrutura para que possam fazer parte dela.
A educação problematizadora muda a visão da transmissão de educação, antes o que era o educador do educando e educando do educador, passa a ser educador-educando e educando-educador, porque o educador entra em diálogo com o educando, onde aprendem juntos, pois o aluno ao problematizar o professor, tira suas dúvidas e faz com que esse professor veja a importância de manter seus estudos e sempre renovar-se para responder o aluno sempre que for solicitado.
Esse pensar educador-educando faz com que juntos construam a educação como uma forma de pensar e atuar através de questionamentos, opniões, discordâncias, entre outros.
Ao falar em dialogicidade é importante levar em consideração a essência do diálogo que é a palavra, que pode ser como práxis onde é feita através da ação e reflexão para a transformação do mundo, ou palavra inautêntica, onde não muda a realidade, alienada, que não tem o compromisso de transformação.
No diálogo existe um compromisso um com os outros, uma esperança de mudança, então o diálogo é um ato de amor, onde existe humildade para que saiba escutar o outro, para se aproximar do outro, e assim, juntos busquem um saber mais, através da confiança recíproca.
Na dialogicidade pela luta dos direitos, algumas vezes os oprimidos caem nas ações revolucionárias que impõem a sua visão de mundo e não a visão geral do povo. daí surge a importância de escutar o povo para que não seja seguida “a” visão, mas a visão a qual todos, em comunhão, buscam para sairem do papel de oprimidos.
O conteúdo programático da educação, deve surgir através do diálogo sobre a visão do povo, e que a educação a ser transmitida, seja de total sintonia com os anseios do povo.
Para o homem ter uma visão crítica da realidade e conhecer quais são os seus temas geradores,precisa ter uma visão crítica da totalidade desses temas, é preciso que primeiramente tenha uma visão da totalidade para somente depois, separar os elementos, e aí sim, conseguiria ter uma visão clara da totalidade.
A busca pelo tema gerador se realiza através de uma metodologia de conscientização para fazer com que os homens se insiram no mundo de uma forma crítica de pensarem esse mundo.
Os homens são seres da práxis, eles podem transformar o mundo través da teoria e prática, reflexão e ação, que deve existir em todos que se comprometem para conseguir a sua libertação, onde os líderes revolucionários devem aspirar a revolução como um processo á caminho dessa libertação.
O diálogo é essencial na revolução, como a comunicação é essencial para o homem, negar o diálogo temendo fortalecer esse poder de revolução é temer sua liberdade, pois o que é esperado na revolução é a mudança da desumanizante realidade.
A liderança revolucionária precisa crer nas massas populares , não pode sobrepôr-se a elas, pois a liderança só pensa com as massas, e não sem elas.
O que é esperado numa revolução é superar a situação opressora através de uma sociedade com os homens em permanente processo de libertação.
O opressor quer conquistar o oprimido para que este se transforme em objeto, em algo possuído para determinar finalidades que devem ser realizadas por ele, daí surge o que foi citado no início deste texto que é a falsa generosidade, pois o opressor precisa conquistar para manter os oprimidos alienados de seus direitos, e essa alienação, muitas vezes se dá pelos meios de comunicação com a massa.
Outro aspecto da ação opressora é a divisão para a opressão, onde o propósito é manter as maiorias oprimidas separadas, divididas, para que seja possível evitar qualquer tipo de união contra a hegemonia do opressor.
Outra característica da teoria da ação antidialógica é a manipulação dos oprimidos que acontece através de tentativas de deixá-los conformados com a sua situação, evitando a emersão das massas populares.
As formas assistencialistas são um exemplo de manipulação, que são feitas pelo governo para distrair as massas populares diante da solução de seus verdadeiros problemas.
A invasão cultural também é importante para a conquista que acontece como uma invasão impondo aos oprimidos a sua visão evitando que eles cresçam acom suas idéias.
Para a luta contra a opressão é preciso que o oprimido tenha consigo a visão de ser para si, onde ele na alienação transforma-se em ser par outro.

Alexsandra Maia Nolasco.

RESENHA Talita Raquel

FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. 47. Ed.Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005.213p.

      Paulo Freire nasceu em 1921 em Recife, numa família de classe média. Com o agravamento da crise econômica mundial iniciada em 1929 e a morte de seu pai, quando tinha 13 anos, Freire passou a enfrentar dificuldades econômicas. Formou-se em direito, mas não conseguiu carreira, encaminhando a vida profissional para o magistério. Suas idéias pedagógicas s formaram da observação da cultura dos alunos – em particular ao uso da linguagem – e o papel elitista da escola.

    Em 1963, em Angicos (RN), chefiou um programa que alfabetizou 300 pessoas em um mês. No ano seguinte, o golpe militar o surpreendeu em Brasília, onde coordenava o Plano Nacional de Alfabetização do presidente João Goulart. Freire passou 70 dias na prisão antes de se exilar. Em 1968, no Chile, escreveu seu livro mais conhecido, Pedagogia do Oprimido, onde defendia como objetivo da escola ensinar o aluno a “ler o mundo” para poder transformá-lo. Também deu aulas nos Estados Unidos e na Suíça e organização em países africanos. Com a anistia, em 1979, voltou ao Brasil, integrando-se à vida universitária. Filiou-se ao Partido dos Trabalhadores e, entre 1989 e 1991, foi o secretário municipal da Educação de São Paulo. Freire, o mais célebre educador brasileiro foi casado duas vezes e teve cinco filhos. Foi nomeado doutor henoris causa de 28 universidades em vários países e teve obras traduzidas em mais de 20 idiomas. Morreu em 1997, de enfarte.

 

Outras Obras:

1959: Educação e atualidade brasileira.Recife:Universidade Federal do Recife,139p.(tese de concurso público para a cadeira de História e Filosofia da Educação de Belas Artes de Pernambuco).

1961: A propósito de uma admiração.. Recife:Imprensa Universitária,90p.

1963: Alfabetização e conscientização.Porto Alegre:Editora Emma

1967: Educação como prática da liberdade.Introdução de Francisco C.Wiffort.Rio de Janeiro:Paz e Terra,(19ed.,1989,150p).

1968: Educação e conscientização:Extencionismo rural.Cuernavaca(México):CIDOC/Cuaderno 25,320p.

1970: Pedagogia do Oprimido.New York:Heder e Herda,1970(manuscrito em português de 1968).Publicado com prefácio de Ernani Maia Fiori.Rio de Janeiro,Paz e Terra,149p.(8.ed.,1987).

1977: Cartas à Guiné-Bissau.Registro de uma experiência em processo.Rio de Janeiro:Paz e Terra(4.ed.,1984),173p.

1976: Ação cultural para a liberdade e outros escritos.Tradução de Cláudia Schilling,Buenos Aires:Tierra Nueva,1975.Publicado também no Rio de Janeiro,Paz e Terra,149p.(8.ed.1987).

1978: Os cristãos e a libertação dos oprimidos.Lisboa:Edições BASE,49p.

1979: Consciência e história:a práxis educativa de Paulo Freire(antologia).São Paulo:Loyola

1979: Multinacionais e trabalhadores no Brasil.São Paulo:Brasiliense,226p

1980: Quatro cartas aos animadores e às animadoras culturais.República de São Tomé e Príncipe:Ministério da Educação e Desportos,São Tomé.

1980: Conscientização:teoria e prática da libertação;uma introdução ao pensamento de Paulo Freire.São Paulo:Moraes,102 p.

1981: Ideologia e educação: reflexões sobre a não neutralidade da educação.Rio de Janeiro:Paz e Terra.

1981: Educação e mudança.Rio de Janeiro:Paz e Terra.

1982: A importância do ato de ler(em três artigos que se completam).Prefácio de Antonio Joaquim Severino.São Paulo: Cortez/ Autores Associados.(26.ed.,1991).96 p.(Coleção polêmica do nosso tempo).

1982: Educação popular.Lins (SP):Todos Irmãos.38 p.

1982: Sobre educação(Diálogos),Vol.. 1.Rio de Janeiro:Paz e Terra( 3 ed., 1984),132 p.(Educação e comunicação, 9).

1983: Cultura popular,educação popular.

1985: Por uma pedagogia da pergunta.Rio de Janeiro:Paz e Terra,3ª Edição

1986: Fazer escola conhecendo a vida.Papirus.

1987: Aprendendo com a própria história.Rio de Janeiro:Paz e Terra,168p.(Educação e Comunicação;v.19).

1988: Na escola que fazemos:uma reflexão interdisciplinar em educação popular.Vozes

1989: Que fazer:teoria e prática em educação popular.Vozes.

1990: Conversando com educadores.Montevideo(Uruguai):Roca Viva.

1990: Alfabetização – Leitura do mundo, leitura da palavra.Rio de Janeiro:Paz e Terra.

1991: A educação na cidade.São Paulo:Cortez,144p.

1992: Pedagogia da esperança:um encontro com a Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro:Paz e Terra(3 ed. 1994),245p.

1993: Professora sim, tia não: cartas a quem ousa ensinar.São Paulo:Olho d’água.(6 ed. 1995),127p.

1993: Política e educação:ensaios.São Paulo:Cortez,119p.

1994: Cartas a Cristina.Prefácio de Adriano S. Nogueira;notas de Ana Maria Araújo Freire.São Paulo:Paz e Terra.334p.

1994: Essa escola chamada vida. São Paulo:Ática,1985; 8ª edição.

1995: À sombra desta mangueira.São Paulo:Olho d’água,120 p.

1995: Pedagogia: diálogo e conflito.São Paulo:Editora Cortez.

1996: Medo e ousadia.Rio de Janeiro:Paz e Terra,1987;5ª Edição.

1996: Pedagogia da Autonomia.Rio de Janeiro:Paz e Terra.

2000: Pedagogia da indignação – cartas pedagógicas e outros escritos.São Paulo:UNESP,134p. 

    O livro é constituído por quatro capítulos (me remeterei somente ao primeiro e ao segundo capitulo), sendo todos de responsabilidade do autor, traduzindo sua experiência e fundamentação sob educação para a consciência.

    Na primeira parte do livro, o autor procura justificar o titulo junto a opressão contida na sociedade e no universo educativo, em especial na educação/alfabetização de adultos. A opressão é apresentada como problema crônico social, visto que as camadas menos favorecidas são oprimidas e terminam por aceitar o que lhes é imposto, devido à falta de conscientização, sem buscar realmente a chamada Pedagogia da Libertação. A libertação é um “parto” conforme afirma o autor, pois a superação da opressão exige o abandono da condição “servil”, que faz com que muitas pessoas simples apenas obedeçam as ordens, sem, contudo questionar ou lutar pela transformação da realidade, fato motivado especialmente pelo medo. A dicotomia encontrada neste universo vai justamente no despertar da conscientização, onde as realidades são, e sua essência, domesticadoras, ou seja, é cômodo pra o opressor que o oprimido continue em sua condição de aceitação. Neste sentido o autor se faz uso do pensamento de Max quando se refere à relação dialética subjetividade-objetividade, o que implica transformação no sentido ampla-teoria e prática, conscientizar para transformar, pois a opressão é uma forma sinistra de violência. Assim a Pedagogia do Oprimido busca a restauração, animando-se da generosidade autentica, humanista e não “humanitarista”, pois se propõe à construção de sujeitos críticos, comprometidos com sua ação no mudo.

    Os homens se educam entre si mediatizados pelo mundo, neste capitulo segundo o autor critica a educação bancária, pois a educação exerce um papel fundamental no processo de libertação, pois é apresentada a concepção “bancária” como instrumento de opressão. Nesta visão o aluno é visto como sujeito que nada sabe, a educação é uma doação dos que julgam ter conhecimento. O professor nesse processo, “deposita” o conteúdo na mente dos alunos, que a recebem como forma de armazenamento, o que constitui o que é chamado de alienação da ignorância, pois não há criatividade, nem tampouco transformação e saber, existindo ai a “cultura do silêncio”, isto porque o professor é o detentor da palavra, criando no aluno a condição de sujeito passivo que não participa do processo educativo. “Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo”, esta famosa frase pareceu, a princípio, ter um efeito bombástico entre os educadores porque denunciou toda opressão contida na educação, em especial na concepção bancária, que na sua essência torna possível a continuação da condição opressora. O grande destaque para a superação da situação é trabalhar a educação como prática de liberdade, ao contrario da forma “bancária” que é prática da dominação e produz o falso saber, ou seja, aquele incompleto ou sem senso critico. Assim é apontada a educação problematizadora, onde a realidade é inserida no contexto educativo, sendo valorizado o diálogo, a reflexão e a criatividade, de modo a construir a libertação.

     De modo geral, o autor deixar bastante claro, evidenciando assim que todos nós somos seres inacabados. Em virtude a isso seu método não visa apenas tornar mais rápido e acessível o aprendizado, mas pretende habilitar o aluno a “ler o mundo”, na expressão famosa do educador. “Trata-se de aprender a ler a realidade conhecendo para em seguida poder reescrever essa realidade para então transformá-la”, dizia Freire, “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”.

    Com sólidos conhecimentos a cerca da pedagogia opressora, o autor empenha-se em apresentar clara e detalhadamente as circunstancias e características da pesquisa científica, levando-nos a compreender as idéias básicas das varias linhas filosóficas contemporâneas, bem como a descobrir uma nova maneira de ver o que já havia sido visto em experiência e pratica experimentada pelo autor.

    Com estilo claro e objetivo, o autor nos impulsiona a reflexão crítica sobre a visão de mundo, concepção de educação bancária, problematizadora, transformadora e conscientizadora.

    Finalmente, com o estudo dessa obra, podemos amadurecer mais, inclusive para aceitar e até solicitar crítica rigorosa, que em muito pode enriquecer nosso trabalho por meio de pesquisa, autonomia e dialogicidade.

    A obra tem por objetivo despertar o individuo, ser inacabado, para uma conscientização de uma educação para a liberdade, que possibilita o ser “oprimido” fazer a diferença, com isso discutir alternativas e oferecer questões para todo e qualquer público especialmente aos educandos que posteriormente serão educadores mediadores de conhecimentos e pesquisadores por ser uma obra de fácil assimilação, afim de que possam realizar, planejar e desenvolver às próprias pesquisas, na graduação e pós-graduação, utilizando-se do rigor necessário a produção de conhecimentos confiáveis. È de grande auxílio, principalmente, àqueles que desenvolvem trabalhos acadêmicos no campo de formação inicial e continuada do docente.

    Não se trata de um simples manual, mas de algo de grande significância para a sociedade por não ser nebulosa na compreensão de mundo, sabores e conquista, contribuindo para o desenvolvimento da atitude critica necessária ao progresso do conhecimento e práxis pedagógica humana.

Talita Raquel Garcia Azevedo dos Santos graduanda do 3° período do curso de Pedagogia da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN.

RESENHA: Por Milene Rejane

FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido, Paz e Terra, 2005 p. 212.

           Paulo Freire era educador, Freire coordenava o projeto de educação de adultos do MCP (Movimento de Cultura Popular) através do qual foram criados círculos de cultura e o centro de cultura. Escrever dentre outros livros, mas o que se destaca em Pedagogia do Oprimido é o livro Educação como prático da liberdade.

            Em primeiro momento, como se diz no próprio livro de Freire, Pedagogia do Oprimido a desumanização que gera a exploração, a violência, que leva muitas vezes ao desespero e que torna o indivíduo alienado da opressão, não é destino, mas quem causa isso é apropria sociedade, melhor dizendo capitalista, injusta. Os oprimidos não deixam de ser oprimidos quando se tornam donos de alguma coisa, pois quando se tornam poderosos vão alienar seus inferiores se tornando opressores.

             Muitas vezes, o oprimido é tão humilhado pelo opressor  que realmente se acha inútil, e achando também que seu superior é o que tem razão. No texto também mostra a educação “bancária”, que é a que presenciamos, aquela onde os conteúdos são repassados aos ouvintes, ou melhor, os educando sem a discussão, “diálogo”, e são aceitos com simpatia. Conteúdos memorialísticos, verbalísticos. É uma verdadeira educação bancária, onde os conteúdos são verdadeiros depósitos impostos aos alunos, acumulando conteúdos. Ele também mostra uma educação transformada que seria a problematizadora, onde haveria a rela cão educador-educando, onde os conteúdos seriam de acordo com a visão de mundo dos educandos e do educador, onde se praticaria a dialogiciadade não a antidialogicidade (educação bancária), onde a educação problematizadora oprimido tenha consciência do papel que ela ocupa na sociedade.Por isso que só a prática da liberdade quando opressor oprimido se liberta juntos. Para isso o opressor tem que se colocar como sendo um oprimido também, oprimido de uma sociedade, e o tem que se unir os demais oprimidos em busca de uma, ação e reflexão que possa trazer uma revolução para essa realidade.

            A educação problematizadora ao contrário do bancário busca o questionamento, a problematização dos conteúdos e sempre se questionar a respeito (como se diz no livro) de slogan que nos acostumamos a ouvir: “Educação direito de todos” como? Se poucos que permanecem na escola. Ou uma sociedade de igualmente para todos se ela tem privilégios para uns e pobreza para outros. São essas questões que oprimidos tem como base de seus direitos e lutas.

             Paulo Freire, mostra com clareza que a aprendizagem deve ser praticada por educador-educando. O autor relata também que a educação estabelecida é uma forma de opressão (a educação bancária). Por isso Freire busca que a sociedade, ou seja, Ada um reflita em qual papel se ajusta, de opressor ou oprimido, e que juntos e em comunhão consigam transformar essa educação bancária e a sociedade de um modo geral. A relação do educador-educando é tão impotente pela troca de experiências entre ambos, só assim seria possível a transformação do mundo através do diálogo, que seria uma das armas poderosas para também transformar o mundo.

           Contudo, o autor declara que mesmo não tendo uma experiência na revolução de uma educação que ele não deixou de fazer sua reflexão sobre essas questões (do tema), até porque tínhamos que ter um autor, um educador precisamente que se opunha a dá o passo a frente tido como ponto de partida, para assim surgir as reflexões, as inquietações sabe que e como mudar o tipo de educação que temos.

      Se deixa claro que essa obra não é para os que alienar, os opressões, mas sim para os oprimidos, ou para os que se sentem alienados pressionados, para assim o oprimido poder agir e refletir sobre a situação que o aflinge.

RESENHA: MARIA UBERLANDIA PINTO DA CUNHA.
Introdução

Procuraremos,através deste breve resumo,mostrar ao leitor,a essência dos capítulos 1 e 2 ,de uma obra espetacular,onde Paulo Freire,mostra as temáticas OPRESSÃO/OPRESSOR dentro de uma concepção educativa problematizadora libertadora ao contrário da educação bancária opressora,esta obra maravilhosa é a “PEDAGOGIA DO OPRIMIDO”.
Inicialmente o livro nos mostrará o método de Paulo Freire como sendo,um método que não ensina repetir palavras,mas ensina o alfabetizando a ser capaz de dizer a sua palavra de forma crítica,assim sendo esse método se constitui em um método de cultura popular,onde o educando aprende a ser livre ,mas como nos mostrará a continuação da leitura essa liberdade poderá trazer medo para alguns:
“O medo da liberdade,de que necessariamente não tem consciência o seu portador,o faz ver que não existe.No fundo,o que teme a liberdade se refugia na segurança vital,como diria Hegel preferindo-a à liberdade arriscada”.PAG – 24
Esse medo manifestado ou não,poderá trazer para os homens a mudança de atitude,ou seja transformar um radical,num sectário alguém que está disposto a aceitar sem luta a sua realidade,ou por acreditar que as coisas são assim mesmo “O DESTINO”,ou por não está disposto a correr os riscos necessários para mudar a realidade opressora.
Em contra partida Paulo Freire nos apresenta o radical aquele que não se deixa prender em círculos de segurança mas luta para transformar a realidade:”O radical comprometido com a libertação dos homens ,não se deixa prender em ‘círculos de segurança’,nos quais aprisione também a realidade.Tão mais radical,quanto mais se inscreve nesta realidade para conhecendo-a melhor,melhor poder transformá-la”(FREIRE,2005,PAG.28).
Assim sendo Paulo Freire justifica a existência do seu livro como um subsídio de humanização,que vai combater a desumanização que não é vista por ele como vocação ou destino mas como violência dos opressores sobre os oprimidos,a partir daí ele resalta que:”O ser menos leva os oprimidos,cedo ou tarde,a lutar contra quem os fez menos.Essa luta somente têm sentido quando os oprimidos,ao buscarem recuperar sua humanidade,que é uma forma de criá-la,não se sentem idealistamente opressores,nem se tornam,de fato opresores dos opressores,mas restauradores da humanidade em ambos”.(FREIRE,2005,PAG-33).
Nesse contexto ele nos faz refletir a respeito dos oprimidos que se tornam opressores enquanto lutam para se libertar da opressão “por exemplo,querem a reforma agrária,não para se libertarem,mas para passarem a ter terra e,com esta,tornar-se proprietários ou,mais precisamente,patrões de novos empregados.(FREIRE,2005,PAG-36).
É interessante notar que Paulo Freire mostra claramente que o “OPRIMODO”sofre uma espécie de pressão psicológica que antecede a sua liberdade.”Sofrem uma dualidade que se instala na ‘interioridade’do seu ser.Descobrem que,não sendo livres,não chegam a ser autenticamente.Querem ser,mas temem ser.São eles e ao mesmo tempo são o outro introjetado neles,como consciência opressora.(FREIRE,2005,PAG-38).
Esse dilema é tão forte que o autor o-compara a um parto quando diz:”a libertação,por isto,é um parto.é um parto doloroso.o homem que nasce desce parto é um homem novo que só é viável na e pela superação da contradição opressores-oprimidos,que é a libertação de todos”.(FREIRE,2005,PAG-38).
Após esse nascimento o homem começa a andar em um caminho que levará a liberdade ou seja a transformação da realidade opressora:A realidade social,objetiva,que não existe por acaso,mas como produto da ação dos homens,também não se transforma por acaso.se os homens são os produtores dessa realidade e se esta, na ‘inversão da práxis’,se volta sobre eles e os condiciona,transformar a realidade opressora é tarefa histórica,é tarefa dos homens”.(freire,2005,pag-41).
Para que essa ação seja real é preciso que haja superação dessa contradição expressa nas palavras do autor quando diz.O importante,por isto mesmo,é que a luta dos oprimidos se faça para superar a contradição em que se acham.que esta superação seja o surgimento do novo homem –não mais opressor ,não mais oprimido,mas homem libertando-se.precisamente porque,se sua luta é no sentido de fazer-se homem,que estavam proibidos de ser,não o conseguirão se apenas invertem os termos da contradição.(freire,2005,PAG-48).
Essa opressão relatada por Paulo Freire como ele nos mostrará está refletida de maneira implícita na educação bancária que é por se mesma opressora.”Nela,o educador aparece como seu indiscutível agente,como seu real sujeito,cuja tarefa indeclinável é encher os educandos dos conteúdos de sua narração”.(FREIRE,2005,PAG-65).
Essa educação não leva o educando a aprender mas no máximo o ensinará apenas a decorar os conteúdos:”A narração, de que o educador é o sujeito,conduz os educando à memorização mecânica do conteúdo narrado.mais ainda,a narração os transforma em ‘vasilhas’,em recipientes a serem ‘enchidos’ pelo educador.(FREIRE,2005,PAG-66).
Nesse contexto Paulo Freire ressalta a necessidade de um educador humanista revolucionário para que mude essa realidade:”Um educador humanista,revolucionário,não há de esperar esta possibilidade.sua ação,identificando-se,desde logo com a dos educandos,deve orientar-se no sentido da humanização de ambos”.(FREIRE,2005,PAG-71).
Para que essa humanização na educação seja uma realidade presente ,”O educador já não é o que apenas educa,mas o que enquanto educa,em dialogo com o educando que,ao ser educado,também educa.ambos,assim,se tornam sujeitos do processo em que crescem juntos.(FREIRE,2005,PAG-79).
A essa humanização da educação Paulo Freire chamou de prática problematizadora na qual,’Vão os educandos desenvolvendo o seu poder de captação e de compreenção do mundo que lhes aparece,em suas relações com ele,não mais como uma realidade estática,mas como uma realidade em transformação,em proceso”(FREIRE,2005,PAG-82).
Paulo Freire faz ainda uma alusão as duas concepções de educação,mostrando o claro contraste entre elas,e que ao contrário da educação bancária a problematizadora,”Aprofunda a tomada de consciência da situação,os homens se ‘apropriam’ dela como realidade histórica,por isso mesmo,capaz de ser transformada por eles”.(FREIRE,2005,PAG-85).

RESENHA: POR DANILO

Pedagogia do oprimido
Como o nome já diz pedagogia do oprimido ele mostra a opressão contida na sociedade e no universo educativo, voltado para a educação de alfabetização e educação de jovens e adultos, Freire justifica o porquê de escrever a pedagogia do oprimido, pois o mesmo apresenta a preção como um problema crônico da saciedade, levando em consideração as camadas sociais.
A contradição opressores-oprimidos, sua separação;
Leva em consideração a violência sofrida, e sofrida pelos oprimidos feita pelos opressores que são desumanos levando em consideração os mais Foster e os mais fracos fazendo com que os oprimidos acabem indo a luta contra os q fazem eles menos, pois eles buscam sua humanização. Lutar por essa humanização e restaura e a grande tarefa dos oprimidos, um grande exemplo disso são as rebeliões de jovens no mundo atual, movimentos estudantis também. Libertar-se dos opressores. Dos que violentam e oprimem em razão do seu poder, pois não podem ter esse poder. Busca pela desburocratização e o desaparecimento da relação de rigidez entra professor aluno, transformação da realidade buscando melhorias no âmbito universitário, levando em consideração a busca do homem como o sujeito das decisões
A Situação concreta de opressão e dos opressores
‘’Mas o que ocorre, ainda quando a superação da contradição se faça em termos autênticos, com a
instalação de uma nova situação concreta, de uma nova realidade inaugurada pelos oprimidos que se
libertam, é que os opressores de ontem não se reconheçam em libertação. Pelo contrário, vão sentir-se
como se realmente estivessem sendo oprimidos’’.(freire p:25)
Todos seus direitos já existentes como comer beber vestir se ouvir musica se fossem retirados para o bem de todos os oprimidos sentirão se oprimidos novamente, pois para eles pessoas humanas seriam só eles, para os oprimidos para eles a um só direito o direito , o direito de viver em paz.
A situação concreta de opressão e os oprimidos
‘’ Será na sua convivência com os oprimidos, sabendo também um deles – somente a um nível diferente de percepção da realidade – que poderão compreender as formas de ser e comportar-se dos oprimidos, que refletem, em momentos diversos, a estrutura da dominação. “ ( freire p:27)

A dualidade existente nos oprimidos que ‘’hospedando’’ o opressor cujo a sombra eles introtejam, são eles e ao mesmo tempo são outros.
NINGUÉM LIBERTA NINGUÉM, NINGUÉM SE
LIBERTA SOZINHO:
OS HOMENS SE LIBERTAM EM COMUNHÃO
“É este caráter de dependência emocional e total dos oprimidos que os pode levar a manifestações que
Fromm chama de necrófilas. De destruição da vida. Da sua ou da do outro, oprimido também.” (freire p29)
Somente quando os oprimidos descobrem nitidamente o opressor ai se engajam na luta pela sua libertação de forma organizada começa a acreditar em si mesmo assim se superando assim mesmo, a sua convivência, e com o regime do opressor, quando freire descreve, ninguém liberta ninguém, e ninguém se liberta sozinhos homens se liberta em comunhão, pois isso que dizer que o homem só consegue sua liberdade com união e organização dos homens em conjunto em busca de uma objetivo que a liberdade dos oprimidos pelos opressores, assim em comunhão a liberdade ocorre de fato, pois sem união não a como ocorrer a liberdade de opressão.
A concepção «bancária» da educação
como instrumento da opressão.
Seus pressupostos, sua crítica
‘’ Quanto mais analisamos as relações educador-educandos, na escola, em qualquer de seus níveis, (ou fora
dela), parece que mais nos podemos convencer de que estas relações apresentam um caráter especial e
marcante – o de serem relações fundamentalmente narradoras, dissertadora.’’(freire p;33)
A educação bancaria era uma forma de educação que o educador varia o depósito da informação e o educando varia o saque dessa informação dada pelo educando, simples mente narrar sempre narrar, como se fosse um fato morto sem dar muita importância aos conteúdos.
a) o educador é o que educa; os educandos, os que são educados;
b) o educador é o que sabe; os educandos, os que não sabem;
c) o educador é o que pensa; os educandos, os pensados;
d) o educador é o que diz a palavra; os educandos, os que a escutam docilmente;
e) o educador é o que disciplina; os educandos, os disciplinados;
f) o educador é o que opta e prescreve sua opção; os educandos os que seguem a prescrição;
g) o educador é o que atua; os educandos, os que têm a ilusão de que atuam, na atuação do educador;
h) o educador escolhe o conteúdo programático; os educandos, jamais ouvidos nesta escolha, se
acomodam a ele;
i) o educador identifica a autoridade do saber com sua autoridade funcional, que opõe antagonicamente à
liberdade dos educandos; estes devem adaptar-se às determinações daquele;
j) o educador, finalmente, é o sujeito do processo; os educando, meros objetos

A CONTRADIÇÃO PROBLEMATIZADORA
E LIBERTADORA DA EDUCAÇÃO. SEUS
PRESSUPOSTOS

“ É que, se os homens são estes seres da busca e se sua vocação ontológica é humanizar-se, podem, cedo
ou tarde, perceber a contradição em que a “educação bancária” pretende mantê-los e engajar-se na por sua libertação.”(freire p:35).
Um educador humanista revolucionário não a de se esperar essa possibilidade. Sua ação, os educando devem se orientar e seguir a humanização de ambos.
‘’ Não fazemos esta afirmação ingenuamente. Já temos afirmado que a educação reflete a estrutura do
Poder, dai, a dificuldade que tem um educador dialógico de atuar coerentemente numa estrutura que
nega o diálogo. Algo fundamental, porém, pode se feito: dialogar sobre a negação do próprio diálogo.’’(freire p:35)
‘’ Isto tudo exige dele que seja um companheiro dos educandos, em suas relações com estes.”(freire p;36)
A CONCEPÇÃO “BANCÁRIA” E A
CONTRADIÇÃO EDUCADOR-EDUCANDO
‘’Esta concepção “bancária” implica, além dos interesses já referidos, em outros aspectos que envolvem
sua falsa visão dos homens. Aspectos ora explicitado, ora não, em sua prática.’’(freire p:36)

Assim sugeri uma dicotomia entre o homem e o mundo ao seu redor. O homem simplesmente no mundo e não com o mundo e com os outros, homens espectadores e não recriadores do mundo.

‘’Mas, se para a concepção “bancária”, a consciência é, em sua relação com o mundo, esta “peça”
passivamente escancarada a ele, a espera de que entre nela, coerentemente concluirá que ao educador
não cabe nenhum outro papel que não o de disciplinar a entrada do mundo nos educandos.’’(freire p;36)

NINGUÉM EDUCA NINGUÉM, NINGUÉM
EDUCA A SI MESMO, OS HOMENS SE EDUCAM
ENTRE SI, MEDIATIZADOS PELO MUNDO
‘’ Em verdade, não seria possível à educação problematizadora, que rompe com os esquemas verticais
característicos da educação bancária, realizar-se como prática da liberdade, sem superar a contradição
entre o educador e os educandos. Como também não lhe seria possível fazê-lo fora do diálogo.’’(freire p;39)
‘’Desta maneira, o educador já não é o que apenas educa, mas o que, enquanto educa, é educado, em
diálogo com o educando que, ao ser educado, também educa. Ambos, assim, se tornam sujeitos do
processo em que crescem juntos e em que os “argumentos de autoridade” já, não valem. Em que, para
ser-se, funcionalmente, autoridade, se necessita de estar sendo com as liberdades e não contra elas.’’(freire p:39)
Quando freire descreve q ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si midiatizados pelo mundo ele que dizer que o homem se educa em comunhão com a mediação do mundo ao seu redor, midiatizado pelos objetos cognoscíveis, ou seja, através de objetos de dois gêneros, que na educação bancaria os educador deposita tudo nos educando passivo.

O HOMEM COMO UM SER INCONCLUSO,
CONSCIENTE DE SUA INCONCLUSÃO, E SEU
PERMANENTE MOVIMENTO DE BUSCA
DO SER MAIS
‘’ A concepção e a prática “bancárias”, imobilistas, “fixistas”, terminam por desconhecer os homens comoseres históricos, enquanto a problematizadora parte exatamente do caráter histórico e da historicidade dos homens.’’(freire p:42)
Quando freire afirma que o homem e como um ser inconcluso consciente de sua inconclusão,e seu permanente movimento de busca do ser mais, isso quer disse que o homem e um ser que ainda não esta concluído e o mesmo sabe disso então busca cada fez mais essa percepção e assim busca ser cada fez mais um ser mais com os outros homens tudo isso em um processo de comunhão com os outros homens.

Tendo que considerar que o homem e um ser inacabado em e inconcluso o mesmo tem consciência disso que são seres inacabados e inconclusos mais buscam a cada dia mais, pois isso leva em conta a educação por ser algo continuado ele permanece inconcluso.

‘’ Desta maneira, a educação se re-faz constantemente na práxis. Para ser tem que estar sendo.’’(freire p:42)
‘’ Por isto mesmo é que, qualquer que seja a situação em que alguns homens proíbam aos outros que sejam
sujeitos de sua busca, se instaura como situação violenta. Não importa os meios usados para esta
proibição. Fazê-los objetos é aliená-los de suas decisões, que são transferidas a outro ou a outros.’’(freire p;42)

Danilo Jose de Almeida silva
5 período de pedagogia

RESENHA: Solange de Lima Sousa da Silva

 

  • FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005. 212p.

    Já foram publicadas várias obras de Paulo Freire Tais como: Educação como Prática de Liberdade, Pedagogia do Oprimido, Educação e Mudança, Pedagogia da Esperança, Política e Educação, Pedagogia da Autonomia, e entre outros. Em todas essas obras, é possível verificar que Freire se preocupa com a educação, e propõe que a educação deve ser orientada para a autenticidade, autonomia e liberdade dos oprimidos. Ele luta por uma nova sociedade, onde os homens sejam sujeitos de si mesmo e de sua própria história.
    A exposição dos temas das obras de Paulo Freire são sempre voltados para a educação, onde ele da ênfase a libertação dos homens menos favorecidos, através da educação.
    Paulo Freire foi um pensador e educador que sempre se preocupou com a vida em sociedade, e como educador pensou numa pedagogia que libertasse o homem, pois a opressão contida na sociedade e no universo educativo, e em especial na educação/alfabetização de adultos é visto como um problema que dura há muito tempo na sociedade. Sendo assim, os oprimidos que são menos favorecidos aceitam tudo o que é imposto, devido a falta de informações. É esse tipo de problema que Freire aborda em sua obra “Pedagogia do Oprimido”, onde o mesmo diz que a libertação dos oprimidos se dá através da educação. Sendo que, é através da educação que os menos favorecidos podem ser incentivados a refletir sobre as suas ações e sua própria vida, e a partir daí têm a oportunidade de criar e recriar, traçando assim, seus próprios caminhos, aprendendo não só a ler e a escrever, mas também a viver. Porém, a superação da opressão exige o abandono da condição “servil”, onde o grande destaque está na situação como prática de liberdade. Neste livro “Pedagogia do Oprimido”, Freire propõe um método que abrange o homem, onde ele diz que é através da educação que o homem pode ter consciência de mundo. Esta conscientização é uma grande tarefa humanista e histórica, que deve ser buscada constantemente. Dessa maneira, quanto mais as massas populares descobrirem a realidade a se inserir nela com suas ações transformadoras, ganham uma percepção do mundo, e passam a ser críticos reflexivos. O comportamento com o povo deve ser autêntico e indispensável, e a partir daí, pouco a pouco assumimos formas de ação rebelde, num que fazer libertador. Mas, a luta dos oprimidos sem sua reflexão sobre a libertação é transformá-los em objetivo ou massas de manobras. Ou seja, ter consciência crítica de que é preciso ser o proprietário de seu trabalho e de que “este constitui uma parte da pessoa humana” e que a “pessoa humana não pode ser vendida nem vender-se”, dar um passo mais além das soluções paliativas e enganosas. É inscrever-se numa ação de verdadeira transformação de realidade para, humanizar homens.

    Solange de Lima Sousa da Silva, aluna do 4° período do curso de Pedagogia matutino.

  • RESENHA POR DAYSE MEDEIROS ¹

  • RESENHA: UMA REFLEXÃO SOBRE OPRESSORES – OPRIMIDOS, EDUCAÇÃO BANCÁRIA – EDUCAÇÃO LIBERTADORA.

    Paulo, Freire. Pedagogia do oprimido, 17ª. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra,1987.

    Ainda nos dias de hoje, Paulo Freire figura como uma das maiores personalidades do campo pedagógico do mundo. Em seu livro pedagogia do oprimido, ele reflete muito sobre o amar e respeitar o próximo, e tenta fazer da educação um meio para isso aconteça.Suas idéias e práticas foram de grande contribuição em favor da educação popular.Paulo Freire se apresentou de várias formas ao Brasil e ao mundo, como escritor, debatedor, pedagogo, filosofo entre outros títulos.Algumas das suas principais obras foram:educação com prática de liberdade, cartas á Guiné Bissau, vivendo e aprendendo, a importância do ato de ler e pedagogia do oprimido.
    No primeiro capitulo do livro pedagogia do oprimido, Paulo Freire aborda sobre a justificativa da pedagogia do oprimido, onde demonstrar uma grande defesa aos oprimidos, parte da experiência histórica dos mesmos. Já no segundo capitulo, ele faz referencia a educação problematizadora e libertadora, onde coloca as contradições da relação educador-educando e uma contra posição a educação bancária. Uma suposta transformação da realidade dos opressores e uma tomada de consciência para que haja uma educação libertadora, são os pontos principais dos dois primeiros capítulos deste livro.
    O livro pedagogia do oprimido é bastante complexo, pois aborda várias terminologias da educação em relação a opressão ainda existente nos dias de hoje, tanto nas escolas como nas comunidades.A opressão, geralmente, se dá pela classe dominante sobre a classe dominada, tornar–se difícil fazer com que cada um deixe de ser oprimido ou opressor, pois o opressor ao deixar de ser opressor passar sentir-se oprimido e o mesmo ocorre com o oprimido.Paulo Freire tentar incorporar uma nova educação, para que as duas situações se mantenham em equilíbrio e para que se tenha uma vida mais junta e igualitária a todos os indivíduos.Freire é contra a educação bancária e defensor da construção do novo conhecimento.

    ¹ Graduando em pedagogia, Universidade do Estado do Rio Grande do Norte.

    A idéia de Paulo Freire contribuiu e continua contribuindo para a educação de muitos países, neste livro ele de forma bem dinâmica trabalha várias maneiras de educar, critica todas as formas de preconceitos e conforta as pessoas com sua defesa a liberdade e respeito ao próximo.
    O conteúdo do livro esta colocado de maneira bem explicada e de forma clara para ser entendido e colocado em prática na educação, principalmente, para os futuros e atuais profissionais da área da educação e para as pessoas que gostam de leitura, dentro dele há muitas possibilidades para uma grande reflexão.

  • Fazer uma reflexão sobre todo o conteúdo do livro pedagoiga do oprimido nos possibilita fazer uma reflexão do nosso dia-a-dia, do nosso cotidiano, enfim, do histórico cultural e social da educação brasileira e isso é bastante importante.
    dayse 3º periodo, noturno uern.

  • RESENHA: Rafaelle Morais 

    Rafaelle Morais, Pedagogia, 4° Período, Matutino
    Paulo, Freire. Pedagogia do oprimido, 17ª. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra,1987.

    Os homens em seu contexto histórico sempre questionaram sobre si mesmo, sobre seu comportamento e atitudes, de modo que surgiram perguntas e respostas, e estas geravam novas perguntas.
    O ser humano e sua humanização, ou seja, esta capacidade o caracteriza, porém este também deve reconhecer sua desumanização. Os opressores e oprimidos, ambos são desumanizados e os opressores tentam estabelecer controle sobre os oprimidos de modo que criam uma falsa ‘’generosidade’’ para com estes. Os oprimidos sofrem exploração e violência dos opressores que tentam mantê-los sob domínio, mas somente os primeiros têm a força de libertação de ambos, pois detém a verdadeira generosidade, a de trabalhar e transformar o mundo. Quem melhor que o oprimido para entender o real sentido de uma sociedade opressora e necessidade de libertação e luta. Desse modo, a obra ‘’A pedagogia do oprimido ’’ relata que em decorrência da opressão, os oprimidos devem se engajar na luta por sua libertação.
    Um grande problema está em os oprimidos entender que ‘’hospedam’’ os opressores e que têm a capacidade de expulsá-los. Dessa forma, a pedagogia do oprimido faz com que os oprimidos realizem uma descoberta crítica e distinção por si mesma de oprimidos e opressores como manifestação de desumanização, porém muitas vezes ocorre de os oprimidos só se sentirem humanizados e verdadeiros homens a partir do momento que se tornam opressores. Dessa forma a obra pedagogia do oprimido sustenta a tese de que os oprimidos consigam superar sua dualidade opressor-oprimido, aceitar sua posição e ter ação em lutar na busca de sua liberdade. Estes que em seu ato de luta muitas vezes são chamados de violento e bárbaros, mas quem realmente comete violência são os que fazem com que estes sejam oprimidos. Dessa maneira, somente os oprimidos podem humanizar os oprimidos e opressores, pois com o resultado da ‘’liberdade’’ dos oprimidos terminará com a opressão e os opressores também se libertarão do ato se oprimir.
    Quando ocorre a libertação dos oprimidos, pode haver uma nova realidade, a dos antes opressores se sentirem agora oprimidos, pois não detém mais das mordomias de antes. Antes podiam vestir-se, calçar-se, educar-se, passear enquanto o resto da grande maioria não tinha condições e viviam na miséria e pobreza. Eles também achavam que tudo era direito deles e tratava o restante das pessoas como simples objeto que podiam manipular. logo segundo estes, os oprimidos estavam nesta situação porque não trabalhavam e não se esforçavam para crescer na vida. Assim, acontece de quando ao passarem de exploradores para explorados levam ainda consigo seus preconceitos e desconfianças de modo que continuam com características de opressores.
    Freire critica a educação bancária que expressa uma visão do conhecimento como sendo constituído de informações e fatos a serem simplesmente transferidos dos professores para os alunos, onde o conhecimento é confundido com o ato de depósito de modo que os educandos são os depositários e o educador depositante, pois a ação oferecida aos educandos é a de receber o que o educador passa, ou seja, receber os conteúdos, guardá-los e memorizá-los. Freire fala nessa visão de educação onde os que se julgam sábios dão conhecimento aos que se julgam nada sábios, não há criatividade, não há transformação. Freire critica o caráter verbalista, narrativo onde o conhecimento expresso está desligado da situação existente das pessoas envolvidas no ato de conhecer. Nessa concepção, indica outros aspectos como sua falsa visão de homens simplesmente no mundo, espectadores e não recriadores. Concebe a sua consciência como um mecanismo também comportamentado, como passivamente aberta ao mundo, uma consciência que apenas recebe os depósitos que o mundo lhe faz. Mediante isso, o papel do educador é o de disciplinar a entrada do mundo nos educandos, imitando o mundo e ordenando o que já se faz espontaneamente, ‘’encher’’ os educandos de conteúdos, não cabendo mais nenhum outro papel ao educador.
    Freire vai criticar a educação como prática da dominação onde a sociedade que mantém a prática da educação ‘’bancária’’ está ameaçada pelo aspecto da criação, pois muitos não percebem seu significado ou sua força desumanizadora. Então se pretendemos a libertação autônoma dos homens devemos buscar a ação e reflexão dos homens sobre o mundo para transformá-lo.
    Em verdade, não seria possível a educação problematizada, que rompe com os esquemas característicos da educação bancária, realizar-se como prática da liberdade sem superar a contradição entre o educador e os educandos, onde se faz necessário entender que ambos devem se tornar sujeitos no processo educacional e crescerem juntos, os homens se educam em comunhão, medializados pelo mundo. A prática problematizadora não vê o educando como um ser que só recebe conhecimento e o educador como o que repassa e sim o educador deve proporcionar com os educandos as condições de estimular, refletir, usar a criatividade como seres que não podem autenticar-se fora da busca e transformação criadora.
    Na educação bancária , o educador é quem transmite o conhecimento e o educando é aquele que recebe e deposita, tornando desnecessário o diálogo. Já na perspectiva da educação problematizadora, todos os sujeitos devem estar envolvidos na construção do conhecimento. Para o educador-educando o conteúdo programático da educação não é uma doação, uma imposição ou um conjunto de informações a ser depositado no educando, mas a devolução organizada, sistematizada e acrescentada ao povo daqueles elementos que este entregou de forma desestruturada.
    Não há diálogo verdadeiro se não há nos seus sujeitos um pensar verdadeiro, pensar crítico, pensar que, não aceitando a dicotomia mundo-homem, reconhece entre eles uma inquietável solidariedade buscando a humanização dos homens, a liberdade. Freire fala sobre o ato de conhecer como consciência de alguma coisa, a consciência de si mesmo, diferenciando-os dos animais.
    Portanto, ele também critica a matrix antidialógica, sendo uma das suas características a manipulação das massas oprimidas, aonde as elites dominadoras vão tentando conformar as massas populares a seus objetivos. Outra característica é a invasão cultural,pois os invasores penetram no contexto cultural dos invadidos ,ou seja, os invasores modelam e os invadidos são modelados. Mediante isso, Freire fala que a cultura não é definida por qualquer critério estético ou filosófico, de modo que, para ele a cultura é simplesmente o resultado de qualquer trabalho humano. 

    RESENHA: Márcia Rejane Ferreira da Silva

    RESENHA DOS DOIS PRIMEIROS CAPÍTULOS DE PEDAGOGIADO OPRIMIDO
    Márcia Rejane Ferreira da Silva*

    O livro de Paulo Freire, enfatiza a degradação que as pessoas humildes passavam por falta de conhecimento dos seus direitos. Onde essas pessoas vivem em constante opressão, sendo maltratados pelas classes dominante, e mesmo assim, ainda acatam a sua autoridade.
    Paulo Freire discute sobre a falsa generosidade que os opressores tendem a ter com os oprimidos, onde relata que a verdadeira generosidade está em lutar para que desapareçam esse falso amor. Os opressores usam essa generosidade afim de manter os oprimidos dependentes de sua generosidade e assim permanecer das injustiças . Os oprimidos vivem em constantes lutas para se libertar da opressão pela qual estão vivendo, no intuito de recuperação de sua humanidade enquanto sujeito de direitos.
    O autor propõe que creiamos nos homens oprimidos, que vejamos como pessoas que sejam capazes de pensar certo também. sabemos que a educação pode transformar o mundo e os sujeitos,e é pensando dessa maneira que acreditamos na mudança desses sujeitos, onde através da educação os oprimidos pode tornar-se sujeitos críticos e reflexivos capaz de mudar o mundo e sua própria história a fim de se transformar um sujeito independente dos opressores.
    O que podemos compreende é que sua pedagogia é acima de tudo uma antropologia, pois leva o homem oprimido a se tornar um sujeito que abomine todo tipo de injustiça e opressão. Paulo Freire, faz uma crítica ao modelo de educação que estabelecida na década de 60,onde chamava de educação bancária,onde o educador é o sujeito, e o educando é um mero”deposito”, receptor de conteúdos, memorizador, tenta “encher” o educando com conteúdos, onde o sujeito apenas decora mecanicamente sem a devida participação, onde possa relacionar o conteúdo com a sua vida, afim de aprimorar o seu potencial criativo, próprio de um processo de ensino-aprendizagem, podendo haver uma troca de conhecimento entre educador e educando.
    O autor usa o termo anestesia para enfatizar a a prática bancária,onde a educação bancária inibia a criatividade dos educandos, impossibilitando o seu desenvolvimento.
    Hoje ,na nossa sociedade ainda existem pessoas que ainda estão sendo oprimidos pelas classes antagônicas que detém o poder, pessoas que muitas vezes foram negados os seus direitos, onde tiveram sua infância roubada e hoje encontram-se na sala de Educação de Jovens e Adultos, a procura de resgatar os seus direitos, onde os jovens e os adultos trabalhadores lutam para superar suas condições precária de vida , no intuito de buscar conhecimentos e torna-se um cidadão. A educação popular veio para que todo o cidadão independente da classe social a qual estejam inseridos possam ter acesso a uma educação de qualidade, que possibilitem oportunidades ao mercado de trabalho e que tornem-se sujeitos crítico e reflexivo.
    * Aluna do 7º período de Pedagogia 

    RESENHA: Fabiene Soares

    Um breve cometário sobre a Obra pedagogia do Oprimido
    Escrito no período em que o autor esteve exilado de seu país, o Brasil, durante o perído da Ditadura Militar, o livro oferece um mergulho no pensamento de Paulo Freire sobre seu modo de ver e ler o mundo. Neste livro Paulo Freire esboça caminhos sociais rumo a uma socieddade livre através da extinção da relação de opressão presentes no sistema capitalista. Para Freire, só a libertação dos opressores, feita pela movimentação e conscientização dos oprimidos, poderia ser o elo propulsor para construir uma sociedade de iguais. Neste sentido, a educação aparece com o papel central para efetivar o seu pensamento, pois que através de uma educação libertária, o oprimido poderia tomar consciência de sua situação e buscar sua liberdade bem como a de seu opressor. Para tal, propõe que o educador conheça em profundidade cada comunidade que irá educar, conheça a realidade e as palavras que são significativas para cada grupo de pessoas. Desta forma, as palavras que serão ensinadas na escrita e na leitura, são justamente as que fazem parte do cotidiano destas pessoas.
    Assim, Paulo Freire acredita que ao conhecer a sua palavra e transformá-la em ação e posterior reflexão, o oprimido passaria de um estágio ingênuo para um estado consciente de sua situação social e tentaria suplantá-la.
    Aluna do 5° período de pedagogia Matutino

     

    RESENHA: Talita Daniely

  • FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005. 212p.

    As obras de Paulo Freire são de fundamental importância para todos nós, como educadores e por que não dizer também, como cidadãos. O mesmo é um autor que valoriza a educação popular, suas idéias em relação a esta, nos possibilita compreender cada vez mais esse processo de ensino/aprendizagem. Em sua obra Pedagogia do Oprimido, Freire vem nos fazer refletir sobre o que pessoas que são vítimas da opressão sentem, e ao mesmo tempo mostra-nos também que esses oprimidos são pessoas que precisam se ‘libertar’ dessa opressão. Ele defende uma educação voltada para a igualdade, onde todos são seres pensantes e que devem se tratar como “iguais”. O oprimido tem medo de assumir sua liberdade e o opressor tem medo de perder a liberdade de oprimir, isso faz com que os oprimidos não lutem por seus direitos, seus objetivos, tudo isso bloqueia os oprimidos de buscarem uma liberdade que é direito de todos, ficando assim, com medo de assumir essa liberdade. Os oprimidos devem se sentir pessoas livres, homens livres, estes precisam refletir, quando isso acontece, estarão se aproximando da prática. Freire também vem destacar a concepção bancária da educação como instrumento da opressão, isso nos faz compreender o que realmente vivenciamos na realidade, quando vemos professores que não entendem que ninguém é dono da verdade absoluta, o aluno não vai à escola para ser recebedor de conhecimento apenas, o aluno é possuidor de conhecimento também. O que esses opressores realmente querem, é transformar a mentalidade dos oprimidos e não a situação que os faz seres oprimidos. Se fosse ao contrário, existia um interesse por parte dos opressores em desenvolver a criticidade dos oprimidos, fazendo com que esses entendessem que são seres que pensam, mas ao invés disso, os opressores preferem persistir em uma educação mecânica com a repetição e a memorização, onde os oprimidos se tornem cada vem mais dominado por eles. Vale salientar, que esses que são vítimas da opressão, podem a qualquer momento perceber que essa educação bancária os leva cada vez mais à alienação, e estes podem lutar por suas libertações, já que se pretendem ser livres, entenderão que não se pode aliená-los. Um educador que não trabalha de acordo com essa educação bancária, essa alienação, deve problematizar, entender que o aluno não é um “depósito” e sim investigador crítico. Um educador que pensa dessa maneira é um educador que também tem a consciência de sua inconclusão, que busca sempre o melhor, entende assim que, juntos (educador e educando) superam todos os obstáculos da opressão e caminham juntos na busca pelo “ser mais”.
    Talita Daniely – Aluna do 4º Período de Pedagogia Mat

  • Resenha Crítica: Por Mifra

    FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 46 ed., 2005, (213p.). 

    Paulo Freire nasceu em Recife, Pernambuco, em 19 de setembro de 1921, numa família de classe média. Depois da morte de seu pai a sua família iniciou a ter problemas financeiros e a passar necessidades. Formou-se em Direito, porém não viu vocação para a área, então decidiu exercer a profissão docente.

    Em 1963, em Angicos, no Rio Grande do Norte, Paulo organizou um programa de alfabetização para adulto, em que em um mês alfabetizou 300 pessoas. Seus métodos estavam sendo bastante eficientes, mas quando ocorreu a Ditadura Militar no Brasil, Paulo Freire foi exilado para o Chile, em 1968, onde escreveu Pedagogia do Oprimido, o qual foi traduzido para 17 línguas, esse livro tornou-se sucesso em todos os países, devido sua importância para questões sociais e, precisamente, educacionais.

    Com a anistia, em 1979, voltou a sua pátria brasileira e, seguiu carreira nas universidades, propagando seus ideais de mudança melhor para a educação. Freire foi casado duas vezes e teve cinco filhos. Foi nomeado doutor honoris causa de 28 universidades, em vários países. Morreu em 02 de maio de 1997, de enfarte.

    Ele teve como obras:

    1959: Educação e atualidade brasileira. Recife: Universidade Federal do Recife, 139p. (tese de concurso público para a cadeira de História e Filosofia da Educação de Belas Artes de Pernambuco).

    1961: A propósito de uma administração. Recife: Imprensa Universitária, 90p.

    1963: Alfabetização e conscientização. Porto Alegre: Editora Emma.

    1967: Educação como prática da liberdade. Introdução de Francisco C. Weffort. Rio de Janeiro: Paz e Terra, (19 ed., 1989, 150 p).

    1968: Educação e conscientização: extencionismo rural. Cuernavaca (México): CIDOC/Cuaderno 25, 320 p.

    1970: Pedagogia do oprimido. New York: Herder & Herder, 1970 (manuscrito em português de 1968). Publicado com Prefácio de Ernani Maria Fiori. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 218 p., (23 ed., 1994, 184 p.).

    1971: Extensão ou comunicação?. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1971. 93 p.

    1976: Ação cultural para a liberdade e outros escritos. Tradução de Claudia Schilling, Buenos Aires: Tierra Nueva, 1975. Publicado também no Rio de Janeiro, Paz e terra, 149 p. (8. ed., 1987).

    1977: Cartas à Guiné-Bissau. Registros de uma experiência em processo. Rio de Janeiro: Paz e Terra, (4 ed., 1984), 173 p.

    1978: Os cristãos e a libertação dos oprimidos. Lisboa: Edições BASE, 49 p.

    1979: Consciência e história: a práxis educativa de Paulo Freire (antologia). São Paulo: Loyola.

    1979: Multinacionais e trabalhadores no Brasil. São Paulo: Brasiliense, 226 p.

    1980: Quatro cartas aos animadores e às animadoras culturais. República de São Tomé e Príncipe: Ministério da Educação e Desportos, São Tomé.

    1980: Conscientização: teoria e prática da libertação; uma introdução ao pensamento de Paulo Freire. São Paulo: Moraes, 102 p.

    1981: Ideologia e educação: reflexões sobre a não neutralidade da educação. Rio de Janeiro: Paz e Terra.

    1981: Educação e mudança. Rio de Janeiro: Paz e Terra.

    1982: A importância do ato de ler (em três artigos que se completam). Prefácio de Antonio Joaquim Severino. São Paulo: Cortez/ Autores Associados. (26. ed., 1991). 96 p. (Coleção polêmica do nosso tempo).

    1982: Sobre educação (Diálogos), Vol. 1. Rio de Janeiro: Paz e Terra ( 3 ed., 1984), 132 p. (Educação e comunicação, 9).

    1982: Educação popular. Lins (SP): Todos Irmãos. 38 p.

    1983: Cultura popular, educação popular.

    1985: Por uma pedagogia da pergunta. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 3ª Edição

    1986: Fazer escola conhecendo a vida. Papirus.

    1987: Aprendendo com a própria história. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 168 p. (Educação e Comunicação; v.19).

    1988: Na escola que fazemos: uma reflexão interdisciplinar em educação popular. Vozes.

    1989: Que fazer: teoria e prática em educação popular. Vozes.

    1990: Conversando con educadores. Montevideo (Uruguai): Roca Viva.

    1990: Alfabetização – Leitura do mundo, leitura da palavra. Rio de Janeiro: Paz e Terra.

    1991: A educação na cidade. São Paulo: Cortez, 144 p.

    1992: Pedagogia da esperança: um reencontro com a Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra (3 ed. 1994), 245 p.

    1993: Professora sim, tia não: cartas a quem ousa ensinar. São Paulo: Olho d’água. (6 ed. 1995), 127 p.

    1993: Política e educação: ensaios. São Paulo: Cortez, 119 p.

    1994: Cartas a Cristina. Prefácio de Adriano S. Nogueira; notas de Ana Maria Araújo Freire. São Paulo: Paz e Terra. 334 p.

    1994: Essa escola chamada vida. São Paulo: Ática, 1985; 8ª edição.

    1995: À sombra desta mangueira. São Paulo: Olho d’água, 120 p.

    1995: Pedagogia: diálogo e conflito. São Paulo: Editora Cortez.

    1996: Medo e ousadia. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987; 5ª Edição.

    1996: Pedagogia da Autonomia. Rio de Janeiro: Paz e Terra.

    2000: Pedagogia da indignação – cartas pedagógicas e outros escritos. São Paulo: UNESP, 134 p

     

    O autor, Paulo Freire escreve de ordem que venha a propor uma educação diferente, por ser de perspectiva realista, ele leva em consideração nas suas obras idéias socialista, aspectos antropológicos, o qual o autor dar relevância ao contexto social em que as pessoas vivem, a partir daí Freire cria métodos de alfabetização e conscientização para os adultos e que demonstram resultados satisfatórios na educação brasileira.

    Paulo Freire é um autor de caráter popular, o qual, por exemplo, na obra Pedagogia Oprimido, ele propõe algumas formas de mudanças individuais, sociais e educacionais, a fim de que os oprimidos busquem consciência do ser, de ter direitos e ter liberdade. Tendo a educação como ferramenta primordial para acabar com a exploração e a manipulação da classe popular, por isso nessa obra Freire critica a educação bancária e propõe uma educação problematizadora, que inova no ensino, e forma cidadãos pensantes, capazes de observar a situação real da sociedade e mudá-la.

     A obra Pedagogia do Oprimido, que tem como autoria de Paulo Freire, é constituída por quatro capítulos, ambos fundamentados em aspectos, que segundo Freire são essenciais para se obter a libertação dos oprimidos, e utiliza a educação como mecanismo principal para alcançar tal desejo.

    No primeiro capítulo, Freire se preocupa em justificar a denominação da obra, propondo uma reflexão e desejo de haver liberdade para os oprimidos, os que sofrem com a exploração, que são seres sem historias. Em seguida, ele fala sobre o sofrimento que os oprimidos vivem dos opressores, em que os primeiros devem lutar contra as imposições que esses últimos impõem. Depois, ele revela em outro tópico que a humanização é vista como “coisa” que acontece como algo particular, exclusivo, e já dos trabalhadores os direitos não são respeitados. No item posterior, o autor assim expõe sua concepção dizendo “Não podemos esquecer que a libertação dos oprimidos é libertação de homens e não de ‘coisas’. Por isto, se não é autolibertação- ninguém se liberta sozinho- também não é libertação de uns feita por outros”, revelando a necessidade da classe oprimida organizar e buscar seus interesses de forma conjunta.

    No segundo capítulo, Freire faz crítica à educação tradicional, a qual coloca com o nome de educação “bancária”, pois afirma que esse ensino não faz o ser progredir intelectuamente, mas sim reproduzir o que o professor propõe na sala de aula, que se resume no ler, escrever, contar e obedecer ao professor sempre. Paulo diz que esse tipo de educação não transforma os cidadãos e, conseqüentemente, a sociedade, esse tipo de modelo é aplicado pela elite dominadora da classe popular, os tornando seres inconscientes, irreflexivos, manipuláveis e explorados. Por isso, Freire defende uma educação problematizadora, em que há interação professor-aluno, há diálogo questionamentos e conscientização política e social.

    Freire revela que “Ninguém educa ninguém, ninguém se educa si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo”, ele deixou claro que os seres aprendem na interação, no diálogo, na vivência, enfim em comunhão uns com os outros. Assim, conclui neste capítulo é um ser inconcluso e que deve estar ciente da sua inclocusão, ele não sabe tudo, todos os dias aprende algo para sua construção.

    No terceiro capítulo, Freire aborda a importância do diálogo no processo educativo e, principalmente, se esse tem o intuito de ação libertadora. Por Freire propor uma educação dialógica, que se fundamenta na maneira aberta de livre exposição de idéias, conversas, escutas e opiniões diferentes, ele afirma que esse modelo de educação difere do proposto pela elite dominadora, pois esta deseja explorar, alienar e para assim, manipular. Com isso não há interesse para ela manter uma relação dialógica com os oprimidos. Mas, Freire deixa explícito que para o oprimido deixar de assim ser, deve lutar pela sua participação efetiva e obter diálogos com outros que vivem na mesma situação.

    Paulo afirma que “Para o educador-educando, dialógico, problematizador, o conteúdo programado da educação não é uma doação ou uma inposição – um conjunto de enformes a ser depositados nos educandos -, mas a devolução organizada, sistematizada e acrescentadas ao povo daqueles elementos que este lhe entregou de forma desestruturada”. Deixando claro assim, que o conteúdo programático em educação problematizadora acontece de forma que organize os saberes do povo e não de modo imposto, como fazem os opressores.

    Freire discute a idéia que o homem ao se descobrir ser consciente, histórico e a importância de si para o mundo, ele procura refletir sobre as coisas que ocorrem no mundo, se valoriza como pessoa e tenta se organizar com outras para ir em busca de seus direitos. Revela relevância de se trabalhar na educação uma perspectiva de temas geradores, que despertem a consciência e a problematização no educandos. No último capítulo, Freire se preocupa em explicar como ocorre a ação antidialógica, vivenciada e propagada pelos opressores, que não ouvem, interagem e levam em consideração o quê os trabalhadores querem perguntar àqueles. Os dominadores utilizam da antidialogicidade para conquistar o povo de maneira cruel, acredita na divisão entre as classes populares como a melhor forma de não haver revoltas e ser mais fácil eles se manterem no poder, sem nenhum problema; utilizam do não espaço para conversas, para assim manipular, enganar, convencer os oprimidos a agirem e viverem do modo que é melhor para cumprir os interesses da elite; por fim, a invasão cultural, imposta de forma bárbara e egoísta, sem levar em consideração a cultura, origem, a história de cada homem. A elite está preocupada em formar o homem de acordo com as suas necessidades, como esse fosse uma coisa qualquer que não tivesse vida própria.

    Já a teoria dialógica promove que o homem, para alcançar a liberdade, deve com o diálogo, lutar para haver maior colaboração entre as classes populares, para assim serem capazes de transformar suas maneiras de pensar, viver e intervir no mundo; o ser humano deve para conseguir viver em colaboração e obter êxito deve se organizar e manter-se unido para criar suas idéias e tentar efetivá-las, mostrando que o povo oprimido tem condição para isso e através de seus atos defender suas origens, culturas e jamais permitir invasores ou exterminadores de sua cultura.

    De maneira abrangente, entende-se que idéia de Paulo Freire é de propor reflexões sobre a situação vivenciada pelos oprimidos, que vivem, mas não possuem consciência do seu existir. Freire busca alertar para essa necessidade de mudança, do oprimido criar voz e ser visto como um sujeito participativo e não como um leigo e objeto manipulável pela elite. Freire refere na obra de forma bem direta a importância do oprimido para despertar de uma organização para classe popular, preservar sua identidade cultural, se manter unidos defendo interesses comum a todos, mantendo diálogos que busquem a valorização de si e da sua profissão e que, principalmente, os oprimidos devem ter liderança, mas que sejam líderes retirados da própria classe oprimida, para que não haja nenhuma mudança no trajeto dos ideais da classe popular.

    E para promover uma prática consciente e libertadora do oprimido, Freire revela que essa deve inicialmente partir do povo explorado mas, principalmente a oportunidade de se ter uma educação diferente, uma educação que propõe um ensino que problematiza as questões do cotidiano do aluno, tem sistematização dos conteúdos, o educador interage, dialoga com o educando e ambos buscam os saberes fundamentais para desnvolver seres críticos e conscientes, diferente da educação “bancária”, defendida pelos opressores que impedem os seres de pensarem, mas de ficarem aptos apenas em reproduzir o quê o superior  impõem.

    Por fim, Freire revela a necessidade do oprimido reagir diante da situação/realidade que ele vivencia, pois se ele não lutar pelos seus interesses, ideais não haverá mudança/revolução nenhuma na sociedade, e o oprimido sempre viverá submisso as decisões e imposições da classe dominadora.

    A obra de Paulo Freire, condiz realmente com o objetivo proposto desde o início da obra Pedagogia do Oprimido, que era de propor uma reflexão sobre a situação do oprimido e a necessidade de esse lutar pela sua liberdade.

    Freire não trata de uma discussão fechada, mas inicial sobre a relevância de trabalhar o mundo, a realidade dos que sofrem, então o autor ações que mostram a prática e os interesses dos opressores, explicando o motivo de eles agirem de forma tão cruel, individualista e injusta.

    O autor se preocupa em relatar o modo em que os oprimidos vivem, o quê os opressores fazem e quais as saídas que os oprimidos devem usar para reverter essa situação de submissão. Em que Freire deixa evidente que a solução mais eficiente é a necessidade da consciência crítica do indivíduo, a partir da educação. Em que ele diz que para isso ela deve estar ciente que o ser humano necessita dialogar, interagir, problematizar, participar ativamente e ter consciência de seu inacabamento para assim o educando obter conhecimentos.

    Freire é bastante claro com seus argumentos fortes e convincentes que os oprimidos precisam se inquietar com a situação proposta pela elite devem propor uma revolução de idéias, saberes, experiências de vida, para assim encontrar a tão sonhada liberdade.

    Compreende-se que Pedagogia do Oprimido, é uma obra bastante transparente que reflete a real linha de trabalho do autor, a quem se destina, que no caso não é de enaltecer nenhum grupo elitizado, mas de dar oportunidade do oprimido se descobrir como tal e tentar reverter essa triste realidade. O autor é um revolucionário que propõe idéias para a classe popular, que antes viviam como sujeitos inexistentes, e Freire vem revelá-los na sua obra, e trazer com essa uma possível solução e esperança para os oprimidos.     

    Pedagogia do Oprimido é uma obra que traz discussões grandiosas as quais servem para refletir a realidade que se encontra o povo oprimido que sofrem silenciosamente neste maquiado pelo glamour e a falsa assistência dada pela elite que só explora.

    É um livro bastante crítico, atual e revelador de possibilidades para que o oprimido também tenha chance de se conhecer como ser histórico, possuidor de uma cultura e importante para a sociedade.

    Por isso, essa obra é indicada para todos que se interessam em investigar, estudar sobre as classes desfavorecidas, as quais o oprimido pertence.

    Se destina a educadores comprometidos com sua missão de educar para a inclusão e na para a diferenciação, enfim há alunos que estão não graduação, pós, que desejam refletir, debater e defender as idéias de Freire e propor novas discussões pertinentes para a área educacional.

    Mifra Angélica Chaves da Costa, aluna do 3º Período – Matutino do curso de Pedagogia da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – Mossoró.

    20 Respostas para “Resenhas

    1. Maria Uberlandia Pinto da Cunha

      RESENHA DO LIVRO PEDAGOGIA DO OPRIMIDO
      CURSISTA:MARIA UBERLANDIA PINTO DA CUNHA.
      Introdução

      Procuraremos,através deste breve resumo,mostrar ao leitor,a essência dos capítulos 1 e 2 ,de uma obra espetacular,onde Paulo Freire,mostra as temáticas OPRESSÃO/OPRESSOR dentro de uma concepção educativa problematizadora libertadora ao contrário da educação bancária opressora,esta obra maravilhosa é a “PEDAGOGIA DO OPRIMIDO”.
      Inicialmente o livro nos mostrará o método de Paulo Freire como sendo,um método que não ensina repetir palavras,mas ensina o alfabetizando a ser capaz de dizer a sua palavra de forma crítica,assim sendo esse método se constitui em um método de cultura popular,onde o educando aprende a ser livre ,mas como nos mostrará a continuação da leitura essa liberdade poderá trazer medo para alguns:
      “O medo da liberdade,de que necessariamente não tem consciência o seu portador,o faz ver que não existe.No fundo,o que teme a liberdade se refugia na segurança vital,como diria Hegel preferindo-a à liberdade arriscada”.PAG – 24
      Esse medo manifestado ou não,poderá trazer para os homens a mudança de atitude,ou seja transformar um radical,num sectário alguém que está disposto a aceitar sem luta a sua realidade,ou por acreditar que as coisas são assim mesmo “O DESTINO”,ou por não está disposto a correr os riscos necessários para mudar a realidade opressora.
      Em contra partida Paulo Freire nos apresenta o radical aquele que não se deixa prender em círculos de segurança mas luta para transformar a realidade:”O radical comprometido com a libertação dos homens ,não se deixa prender em ‘círculos de segurança’,nos quais aprisione também a realidade.Tão mais radical,quanto mais se inscreve nesta realidade para conhecendo-a melhor,melhor poder transformá-la”(FREIRE,2005,PAG.28).
      Assim sendo Paulo Freire justifica a existência do seu livro como um subsídio de humanização,que vai combater a desumanização que não é vista por ele como vocação ou destino mas como violência dos opressores sobre os oprimidos,a partir daí ele resalta que:”O ser menos leva os oprimidos,cedo ou tarde,a lutar contra quem os fez menos.Essa luta somente têm sentido quando os oprimidos,ao buscarem recuperar sua humanidade,que é uma forma de criá-la,não se sentem idealistamente opressores,nem se tornam,de fato opresores dos opressores,mas restauradores da humanidade em ambos”.(FREIRE,2005,PAG-33).
      Nesse contexto ele nos faz refletir a respeito dos oprimidos que se tornam opressores enquanto lutam para se libertar da opressão “por exemplo,querem a reforma agrária,não para se libertarem,mas para passarem a ter terra e,com esta,tornar-se proprietários ou,mais precisamente,patrões de novos empregados.(FREIRE,2005,PAG-36).
      É interessante notar que Paulo Freire mostra claramente que o “OPRIMODO”sofre uma espécie de pressão psicológica que antecede a sua liberdade.”Sofrem uma dualidade que se instala na ‘interioridade’do seu ser.Descobrem que,não sendo livres,não chegam a ser autenticamente.Querem ser,mas temem ser.São eles e ao mesmo tempo são o outro introjetado neles,como consciência opressora.(FREIRE,2005,PAG-38).
      Esse dilema é tão forte que o autor o-compara a um parto quando diz:”a libertação,por isto,é um parto.é um parto doloroso.o homem que nasce desce parto é um homem novo que só é viável na e pela superação da contradição opressores-oprimidos,que é a libertação de todos”.(FREIRE,2005,PAG-38).
      Após esse nascimento o homem começa a andar em um caminho que levará a liberdade ou seja a transformação da realidade opressora:A realidade social,objetiva,que não existe por acaso,mas como produto da ação dos homens,também não se transforma por acaso.se os homens são os produtores dessa realidade e se esta, na ‘inversão da práxis’,se volta sobre eles e os condiciona,transformar a realidade opressora é tarefa histórica,é tarefa dos homens”.(freire,2005,pag-41).
      Para que essa ação seja real é preciso que haja superação dessa contradição expressa nas palavras do autor quando diz.O importante,por isto mesmo,é que a luta dos oprimidos se faça para superar a contradição em que se acham.que esta superação seja o surgimento do novo homem –não mais opressor ,não mais oprimido,mas homem libertando-se.precisamente porque,se sua luta é no sentido de fazer-se homem,que estavam proibidos de ser,não o conseguirão se apenas invertem os termos da contradição.(freire,2005,PAG-48).
      Essa opressão relatada por Paulo Freire como ele nos mostrará está refletida de maneira implícita na educação bancária que é por se mesma opressora.”Nela,o educador aparece como seu indiscutível agente,como seu real sujeito,cuja tarefa indeclinável é encher os educandos dos conteúdos de sua narração”.(FREIRE,2005,PAG-65).
      Essa educação não leva o educando a aprender mas no máximo o ensinará apenas a decorar os conteúdos:”A narração, de que o educador é o sujeito,conduz os educando à memorização mecânica do conteúdo narrado.mais ainda,a narração os transforma em ‘vasilhas’,em recipientes a serem ‘enchidos’ pelo educador.(FREIRE,2005,PAG-66).
      Nesse contexto Paulo Freire ressalta a necessidade de um educador humanista revolucionário para que mude essa realidade:”Um educador humanista,revolucionário,não há de esperar esta possibilidade.sua ação,identificando-se,desde logo com a dos educandos,deve orientar-se no sentido da humanização de ambos”.(FREIRE,2005,PAG-71).
      Para que essa humanização na educação seja uma realidade presente ,”O educador já não é o que apenas educa,mas o que enquanto educa,em dialogo com o educando que,ao ser educado,também educa.ambos,assim,se tornam sujeitos do processo em que crescem juntos.(FREIRE,2005,PAG-79).
      A essa humanização da educação Paulo Freire chamou de prática problematizadora na qual,’Vão os educandos desenvolvendo o seu poder de captação e de compreenção do mundo que lhes aparece,em suas relações com ele,não mais como uma realidade estática,mas como uma realidade em transformação,em proceso”(FREIRE,2005,PAG-82).
      Paulo Freire faz ainda uma alusão as duas concepções de educação,mostrando o claro contraste entre elas,e que ao contrário da educação bancária a problematizadora,”Aprofunda a tomada de consciência da situação,os homens se ‘apropriam’ dela como realidade histórica,por isso mesmo,capaz de ser transformada por eles”.(FREIRE,2005,PAG-85).

      • educacaopopularpf

        Ola a todos os galegos cursistas o nosso próximo encontros será no dia 21/07 as 14h não faltem

    2. educacaopopularpf

      cursista danilo almeida

      Pedagogia do oprimido
      Como o nome já diz pedagogia do oprimido ele mostra a opressão contida na sociedade e no universo educativo, voltado para a educação de alfabetização e educação de jovens e adultos, Freire justifica o porquê de escrever a pedagogia do oprimido, pois o mesmo apresenta a preção como um problema crônico da saciedade, levando em consideração as camadas sociais.
      A contradição opressores-oprimidos, sua separação;
      Leva em consideração a violência sofrida, e sofrida pelos oprimidos feita pelos opressores que são desumanos levando em consideração os mais Foster e os mais fracos fazendo com que os oprimidos acabem indo a luta contra os q fazem eles menos, pois eles buscam sua humanização. Lutar por essa humanização e restaura e a grande tarefa dos oprimidos, um grande exemplo disso são as rebeliões de jovens no mundo atual, movimentos estudantis também. Libertar-se dos opressores. Dos que violentam e oprimem em razão do seu poder, pois não podem ter esse poder. Busca pela desburocratização e o desaparecimento da relação de rigidez entra professor aluno, transformação da realidade buscando melhorias no âmbito universitário, levando em consideração a busca do homem como o sujeito das decisões
      A Situação concreta de opressão e dos opressores
      ‘’Mas o que ocorre, ainda quando a superação da contradição se faça em termos autênticos, com a
      instalação de uma nova situação concreta, de uma nova realidade inaugurada pelos oprimidos que se
      libertam, é que os opressores de ontem não se reconheçam em libertação. Pelo contrário, vão sentir-se
      como se realmente estivessem sendo oprimidos’’.(freire p:25)
      Todos seus direitos já existentes como comer beber vestir se ouvir musica se fossem retirados para o bem de todos os oprimidos sentirão se oprimidos novamente, pois para eles pessoas humanas seriam só eles, para os oprimidos para eles a um só direito o direito , o direito de viver em paz.
      A situação concreta de opressão e os oprimidos
      ‘’ Será na sua convivência com os oprimidos, sabendo também um deles – somente a um nível diferente de percepção da realidade – que poderão compreender as formas de ser e comportar-se dos oprimidos, que refletem, em momentos diversos, a estrutura da dominação. “ ( freire p:27)

      A dualidade existente nos oprimidos que ‘’hospedando’’ o opressor cujo a sombra eles introtejam, são eles e ao mesmo tempo são outros.
      NINGUÉM LIBERTA NINGUÉM, NINGUÉM SE
      LIBERTA SOZINHO:
      OS HOMENS SE LIBERTAM EM COMUNHÃO
      “É este caráter de dependência emocional e total dos oprimidos que os pode levar a manifestações que
      Fromm chama de necrófilas. De destruição da vida. Da sua ou da do outro, oprimido também.” (freire p29)
      Somente quando os oprimidos descobrem nitidamente o opressor ai se engajam na luta pela sua libertação de forma organizada começa a acreditar em si mesmo assim se superando assim mesmo, a sua convivência, e com o regime do opressor, quando freire descreve, ninguém liberta ninguém, e ninguém se liberta sozinhos homens se liberta em comunhão, pois isso que dizer que o homem só consegue sua liberdade com união e organização dos homens em conjunto em busca de uma objetivo que a liberdade dos oprimidos pelos opressores, assim em comunhão a liberdade ocorre de fato, pois sem união não a como ocorrer a liberdade de opressão.
      A concepção «bancária» da educação
      como instrumento da opressão.
      Seus pressupostos, sua crítica
      ‘’ Quanto mais analisamos as relações educador-educandos, na escola, em qualquer de seus níveis, (ou fora
      dela), parece que mais nos podemos convencer de que estas relações apresentam um caráter especial e
      marcante – o de serem relações fundamentalmente narradoras, dissertadora.’’(freire p;33)
      A educação bancaria era uma forma de educação que o educador varia o depósito da informação e o educando varia o saque dessa informação dada pelo educando, simples mente narrar sempre narrar, como se fosse um fato morto sem dar muita importância aos conteúdos.
      a) o educador é o que educa; os educandos, os que são educados;
      b) o educador é o que sabe; os educandos, os que não sabem;
      c) o educador é o que pensa; os educandos, os pensados;
      d) o educador é o que diz a palavra; os educandos, os que a escutam docilmente;
      e) o educador é o que disciplina; os educandos, os disciplinados;
      f) o educador é o que opta e prescreve sua opção; os educandos os que seguem a prescrição;
      g) o educador é o que atua; os educandos, os que têm a ilusão de que atuam, na atuação do educador;
      h) o educador escolhe o conteúdo programático; os educandos, jamais ouvidos nesta escolha, se
      acomodam a ele;
      i) o educador identifica a autoridade do saber com sua autoridade funcional, que opõe antagonicamente à
      liberdade dos educandos; estes devem adaptar-se às determinações daquele;
      j) o educador, finalmente, é o sujeito do processo; os educando, meros objetos

      A CONTRADIÇÃO PROBLEMATIZADORA
      E LIBERTADORA DA EDUCAÇÃO. SEUS
      PRESSUPOSTOS

      “ É que, se os homens são estes seres da busca e se sua vocação ontológica é humanizar-se, podem, cedo
      ou tarde, perceber a contradição em que a “educação bancária” pretende mantê-los e engajar-se na por sua libertação.”(freire p:35).
      Um educador humanista revolucionário não a de se esperar essa possibilidade. Sua ação, os educando devem se orientar e seguir a humanização de ambos.
      ‘’ Não fazemos esta afirmação ingenuamente. Já temos afirmado que a educação reflete a estrutura do
      Poder, dai, a dificuldade que tem um educador dialógico de atuar coerentemente numa estrutura que
      nega o diálogo. Algo fundamental, porém, pode se feito: dialogar sobre a negação do próprio diálogo.’’(freire p:35)
      ‘’ Isto tudo exige dele que seja um companheiro dos educandos, em suas relações com estes.”(freire p;36)
      A CONCEPÇÃO “BANCÁRIA” E A
      CONTRADIÇÃO EDUCADOR-EDUCANDO
      ‘’Esta concepção “bancária” implica, além dos interesses já referidos, em outros aspectos que envolvem
      sua falsa visão dos homens. Aspectos ora explicitado, ora não, em sua prática.’’(freire p:36)

      Assim sugeri uma dicotomia entre o homem e o mundo ao seu redor. O homem simplesmente no mundo e não com o mundo e com os outros, homens espectadores e não recriadores do mundo.

      ‘’Mas, se para a concepção “bancária”, a consciência é, em sua relação com o mundo, esta “peça”
      passivamente escancarada a ele, a espera de que entre nela, coerentemente concluirá que ao educador
      não cabe nenhum outro papel que não o de disciplinar a entrada do mundo nos educandos.’’(freire p;36)

      NINGUÉM EDUCA NINGUÉM, NINGUÉM
      EDUCA A SI MESMO, OS HOMENS SE EDUCAM
      ENTRE SI, MEDIATIZADOS PELO MUNDO
      ‘’ Em verdade, não seria possível à educação problematizadora, que rompe com os esquemas verticais
      característicos da educação bancária, realizar-se como prática da liberdade, sem superar a contradição
      entre o educador e os educandos. Como também não lhe seria possível fazê-lo fora do diálogo.’’(freire p;39)
      ‘’Desta maneira, o educador já não é o que apenas educa, mas o que, enquanto educa, é educado, em
      diálogo com o educando que, ao ser educado, também educa. Ambos, assim, se tornam sujeitos do
      processo em que crescem juntos e em que os “argumentos de autoridade” já, não valem. Em que, para
      ser-se, funcionalmente, autoridade, se necessita de estar sendo com as liberdades e não contra elas.’’(freire p:39)
      Quando freire descreve q ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si midiatizados pelo mundo ele que dizer que o homem se educa em comunhão com a mediação do mundo ao seu redor, midiatizado pelos objetos cognoscíveis, ou seja, através de objetos de dois gêneros, que na educação bancaria os educador deposita tudo nos educando passivo.

      O HOMEM COMO UM SER INCONCLUSO,
      CONSCIENTE DE SUA INCONCLUSÃO, E SEU
      PERMANENTE MOVIMENTO DE BUSCA
      DO SER MAIS
      ‘’ A concepção e a prática “bancárias”, imobilistas, “fixistas”, terminam por desconhecer os homens comoseres históricos, enquanto a problematizadora parte exatamente do caráter histórico e da historicidade dos homens.’’(freire p:42)
      Quando freire afirma que o homem e como um ser inconcluso consciente de sua inconclusão,e seu permanente movimento de busca do ser mais, isso quer disse que o homem e um ser que ainda não esta concluído e o mesmo sabe disso então busca cada fez mais essa percepção e assim busca ser cada fez mais um ser mais com os outros homens tudo isso em um processo de comunhão com os outros homens.

      Tendo que considerar que o homem e um ser inacabado em e inconcluso o mesmo tem consciência disso que são seres inacabados e inconclusos mais buscam a cada dia mais, pois isso leva em conta a educação por ser algo continuado ele permanece inconcluso.

      ‘’ Desta maneira, a educação se re-faz constantemente na práxis. Para ser tem que estar sendo.’’(freire p:42)
      ‘’ Por isto mesmo é que, qualquer que seja a situação em que alguns homens proíbam aos outros que sejam
      sujeitos de sua busca, se instaura como situação violenta. Não importa os meios usados para esta
      proibição. Fazê-los objetos é aliená-los de suas decisões, que são transferidas a outro ou a outros.’’(freire p;42)

      Danilo Jose de Almeida silva
      5 período de pedagogia

      Curso de leitura e pesquisa em Paulo freire e educação popular

    3. Solange de Lima Sousa da Silva

      FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005. 212p.

      Já foram publicadas várias obras de Paulo Freire Tais como: Educação como Prática de Liberdade, Pedagogia do Oprimido, Educação e Mudança, Pedagogia da Esperança, Política e Educação, Pedagogia da Autonomia, e entre outros. Em todas essas obras, é possível verificar que Freire se preocupa com a educação, e propõe que a educação deve ser orientada para a autenticidade, autonomia e liberdade dos oprimidos. Ele luta por uma nova sociedade, onde os homens sejam sujeitos de si mesmo e de sua própria história.
      A exposição dos temas das obras de Paulo Freire são sempre voltados para a educação, onde ele da ênfase a libertação dos homens menos favorecidos, através da educação.
      Paulo Freire foi um pensador e educador que sempre se preocupou com a vida em sociedade, e como educador pensou numa pedagogia que libertasse o homem, pois a opressão contida na sociedade e no universo educativo, e em especial na educação/alfabetização de adultos é visto como um problema que dura há muito tempo na sociedade. Sendo assim, os oprimidos que são menos favorecidos aceitam tudo o que é imposto, devido a falta de informações. É esse tipo de problema que Freire aborda em sua obra “Pedagogia do Oprimido”, onde o mesmo diz que a libertação dos oprimidos se dá através da educação. Sendo que, é através da educação que os menos favorecidos podem ser incentivados a refletir sobre as suas ações e sua própria vida, e a partir daí têm a oportunidade de criar e recriar, traçando assim, seus próprios caminhos, aprendendo não só a ler e a escrever, mas também a viver. Porém, a superação da opressão exige o abandono da condição “servil”, onde o grande destaque está na situação como prática de liberdade. Neste livro “Pedagogia do Oprimido”, Freire propõe um método que abrange o homem, onde ele diz que é através da educação que o homem pode ter consciência de mundo. Esta conscientização é uma grande tarefa humanista e histórica, que deve ser buscada constantemente. Dessa maneira, quanto mais as massas populares descobrirem a realidade a se inserir nela com suas ações transformadoras, ganham uma percepção do mundo, e passam a ser críticos reflexivos. O comportamento com o povo deve ser autêntico e indispensável, e a partir daí, pouco a pouco assumimos formas de ação rebelde, num que fazer libertador. Mas, a luta dos oprimidos sem sua reflexão sobre a libertação é transformá-los em objetivo ou massas de manobras. Ou seja, ter consciência crítica de que é preciso ser o proprietário de seu trabalho e de que “este constitui uma parte da pessoa humana” e que a “pessoa humana não pode ser vendida nem vender-se”, dar um passo mais além das soluções paliativas e enganosas. É inscrever-se numa ação de verdadeira transformação de realidade para, humanizar homens.

      Solange de Lima Sousa da Silva, aluna do 4° período do curso de Pedagogia matutino.

    4. As resenhas estão excelentes, o livro pedagogia do oprimido é otimo de lê e bem simples de ser compeendido e de uma grande contribuição para formação dos educadores, pois Freire mostrar uma luta que deve existir pela liberdade e igualdade, onde o professor deve está sempre inserido.

    5. RESENHA POR DAYSE MEDEIROS ¹

      RESENHA: UMA REFLEXÃO SOBRE OPRESSORES – OPRIMIDOS, EDUCAÇÃO BANCÁRIA – EDUCAÇÃO LIBERTADORA.

      Paulo, Freire. Pedagogia do oprimido, 17ª. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra,1987.

      Ainda nos dias de hoje, Paulo Freire figura como uma das maiores personalidades do campo pedagógico do mundo. Em seu livro pedagogia do oprimido, ele reflete muito sobre o amar e respeitar o próximo, e tenta fazer da educação um meio para isso aconteça.Suas idéias e práticas foram de grande contribuição em favor da educação popular.Paulo Freire se apresentou de várias formas ao Brasil e ao mundo, como escritor, debatedor, pedagogo, filosofo entre outros títulos.Algumas das suas principais obras foram:educação com prática de liberdade, cartas á Guiné Bissau, vivendo e aprendendo, a importância do ato de ler e pedagogia do oprimido.
      No primeiro capitulo do livro pedagogia do oprimido, Paulo Freire aborda sobre a justificativa da pedagogia do oprimido, onde demonstrar uma grande defesa aos oprimidos, parte da experiência histórica dos mesmos. Já no segundo capitulo, ele faz referencia a educação problematizadora e libertadora, onde coloca as contradições da relação educador-educando e uma contra posição a educação bancária. Uma suposta transformação da realidade dos opressores e uma tomada de consciência para que haja uma educação libertadora, são os pontos principais dos dois primeiros capítulos deste livro.
      O livro pedagogia do oprimido é bastante complexo, pois aborda várias terminologias da educação em relação a opressão ainda existente nos dias de hoje, tanto nas escolas como nas comunidades.A opressão, geralmente, se dá pela classe dominante sobre a classe dominada, tornar–se difícil fazer com que cada um deixe de ser oprimido ou opressor, pois o opressor ao deixar de ser opressor passar sentir-se oprimido e o mesmo ocorre com o oprimido.Paulo Freire tentar incorporar uma nova educação, para que as duas situações se mantenham em equilíbrio e para que se tenha uma vida mais junta e igualitária a todos os indivíduos.Freire é contra a educação bancária e defensor da construção do novo conhecimento.

      ¹ Graduando em pedagogia, Universidade do Estado do Rio Grande do Norte.

      A idéia de Paulo Freire contribuiu e continua contribuindo para a educação de muitos países, neste livro ele de forma bem dinâmica trabalha várias maneiras de educar, critica todas as formas de preconceitos e conforta as pessoas com sua defesa a liberdade e respeito ao próximo.
      O conteúdo do livro esta colocado de maneira bem explicada e de forma clara para ser entendido e colocado em prática na educação, principalmente, para os futuros e atuais profissionais da área da educação e para as pessoas que gostam de leitura, dentro dele há muitas possibilidades para uma grande reflexão.

    6. Fazer uma reflexão sobre todo o conteúdo do livro pedagoiga do oprimido nos possibilita fazer uma reflexão do nosso dia-a-dia, do nosso cotidiano, enfim, do histórico cultural e social da educação brasileira e isso é bastante importante.
      dayse 3º periodo, noturno uern.

    7. Rafaelle Morais

      Rafaelle Morais, Pedagogia, 4° Período, Matutino
      Paulo, Freire. Pedagogia do oprimido, 17ª. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra,1987.

      Os homens em seu contexto histórico sempre questionaram sobre si mesmo, sobre seu comportamento e atitudes, de modo que surgiram perguntas e respostas, e estas geravam novas perguntas.
      O ser humano e sua humanização, ou seja, esta capacidade o caracteriza, porém este também deve reconhecer sua desumanização. Os opressores e oprimidos, ambos são desumanizados e os opressores tentam estabelecer controle sobre os oprimidos de modo que criam uma falsa ‘’generosidade’’ para com estes. Os oprimidos sofrem exploração e violência dos opressores que tentam mantê-los sob domínio, mas somente os primeiros têm a força de libertação de ambos, pois detém a verdadeira generosidade, a de trabalhar e transformar o mundo. Quem melhor que o oprimido para entender o real sentido de uma sociedade opressora e necessidade de libertação e luta. Desse modo, a obra ‘’A pedagogia do oprimido ’’ relata que em decorrência da opressão, os oprimidos devem se engajar na luta por sua libertação.
      Um grande problema está em os oprimidos entender que ‘’hospedam’’ os opressores e que têm a capacidade de expulsá-los. Dessa forma, a pedagogia do oprimido faz com que os oprimidos realizem uma descoberta crítica e distinção por si mesma de oprimidos e opressores como manifestação de desumanização, porém muitas vezes ocorre de os oprimidos só se sentirem humanizados e verdadeiros homens a partir do momento que se tornam opressores. Dessa forma a obra pedagogia do oprimido sustenta a tese de que os oprimidos consigam superar sua dualidade opressor-oprimido, aceitar sua posição e ter ação em lutar na busca de sua liberdade. Estes que em seu ato de luta muitas vezes são chamados de violento e bárbaros, mas quem realmente comete violência são os que fazem com que estes sejam oprimidos. Dessa maneira, somente os oprimidos podem humanizar os oprimidos e opressores, pois com o resultado da ‘’liberdade’’ dos oprimidos terminará com a opressão e os opressores também se libertarão do ato se oprimir.
      Quando ocorre a libertação dos oprimidos, pode haver uma nova realidade, a dos antes opressores se sentirem agora oprimidos, pois não detém mais das mordomias de antes. Antes podiam vestir-se, calçar-se, educar-se, passear enquanto o resto da grande maioria não tinha condições e viviam na miséria e pobreza. Eles também achavam que tudo era direito deles e tratava o restante das pessoas como simples objeto que podiam manipular. logo segundo estes, os oprimidos estavam nesta situação porque não trabalhavam e não se esforçavam para crescer na vida. Assim, acontece de quando ao passarem de exploradores para explorados levam ainda consigo seus preconceitos e desconfianças de modo que continuam com características de opressores.
      Freire critica a educação bancária que expressa uma visão do conhecimento como sendo constituído de informações e fatos a serem simplesmente transferidos dos professores para os alunos, onde o conhecimento é confundido com o ato de depósito de modo que os educandos são os depositários e o educador depositante, pois a ação oferecida aos educandos é a de receber o que o educador passa, ou seja, receber os conteúdos, guardá-los e memorizá-los. Freire fala nessa visão de educação onde os que se julgam sábios dão conhecimento aos que se julgam nada sábios, não há criatividade, não há transformação. Freire critica o caráter verbalista, narrativo onde o conhecimento expresso está desligado da situação existente das pessoas envolvidas no ato de conhecer. Nessa concepção, indica outros aspectos como sua falsa visão de homens simplesmente no mundo, espectadores e não recriadores. Concebe a sua consciência como um mecanismo também comportamentado, como passivamente aberta ao mundo, uma consciência que apenas recebe os depósitos que o mundo lhe faz. Mediante isso, o papel do educador é o de disciplinar a entrada do mundo nos educandos, imitando o mundo e ordenando o que já se faz espontaneamente, ‘’encher’’ os educandos de conteúdos, não cabendo mais nenhum outro papel ao educador.
      Freire vai criticar a educação como prática da dominação onde a sociedade que mantém a prática da educação ‘’bancária’’ está ameaçada pelo aspecto da criação, pois muitos não percebem seu significado ou sua força desumanizadora. Então se pretendemos a libertação autônoma dos homens devemos buscar a ação e reflexão dos homens sobre o mundo para transformá-lo.
      Em verdade, não seria possível a educação problematizada, que rompe com os esquemas característicos da educação bancária, realizar-se como prática da liberdade sem superar a contradição entre o educador e os educandos, onde se faz necessário entender que ambos devem se tornar sujeitos no processo educacional e crescerem juntos, os homens se educam em comunhão, medializados pelo mundo. A prática problematizadora não vê o educando como um ser que só recebe conhecimento e o educador como o que repassa e sim o educador deve proporcionar com os educandos as condições de estimular, refletir, usar a criatividade como seres que não podem autenticar-se fora da busca e transformação criadora.
      Na educação bancária , o educador é quem transmite o conhecimento e o educando é aquele que recebe e deposita, tornando desnecessário o diálogo. Já na perspectiva da educação problematizadora, todos os sujeitos devem estar envolvidos na construção do conhecimento. Para o educador-educando o conteúdo programático da educação não é uma doação, uma imposição ou um conjunto de informações a ser depositado no educando, mas a devolução organizada, sistematizada e acrescentada ao povo daqueles elementos que este entregou de forma desestruturada.
      Não há diálogo verdadeiro se não há nos seus sujeitos um pensar verdadeiro, pensar crítico, pensar que, não aceitando a dicotomia mundo-homem, reconhece entre eles uma inquietável solidariedade buscando a humanização dos homens, a liberdade. Freire fala sobre o ato de conhecer como consciência de alguma coisa, a consciência de si mesmo, diferenciando-os dos animais.
      Portanto, ele também critica a matrix antidialógica, sendo uma das suas características a manipulação das massas oprimidas, aonde as elites dominadoras vão tentando conformar as massas populares a seus objetivos. Outra característica é a invasão cultural,pois os invasores penetram no contexto cultural dos invadidos ,ou seja, os invasores modelam e os invadidos são modelados. Mediante isso, Freire fala que a cultura não é definida por qualquer critério estético ou filosófico, de modo que, para ele a cultura é simplesmente o resultado de qualquer trabalho humano.

    8. Márcia Rejane Ferreira da Silva

      RESENHA DOS DOIS PRIMEIROS CAPÍTULOS DE PEDAGOGIADO OPRIMIDO
      Márcia Rejane Ferreira da Silva*

      O livro de Paulo Freire, enfatiza a degradação que as pessoas humildes passavam por falta de conhecimento dos seus direitos. Onde essas pessoas vivem em constante opressão, sendo maltratados pelas classes dominante, e mesmo assim, ainda acatam a sua autoridade.
      Paulo Freire discute sobre a falsa generosidade que os opressores tendem a ter com os oprimidos, onde relata que a verdadeira generosidade está em lutar para que desapareçam esse falso amor. Os opressores usam essa generosidade afim de manter os oprimidos dependentes de sua generosidade e assim permanecer das injustiças . Os oprimidos vivem em constantes lutas para se libertar da opressão pela qual estão vivendo, no intuito de recuperação de sua humanidade enquanto sujeito de direitos.
      O autor propõe que creiamos nos homens oprimidos, que vejamos como pessoas que sejam capazes de pensar certo também. sabemos que a educação pode transformar o mundo e os sujeitos,e é pensando dessa maneira que acreditamos na mudança desses sujeitos, onde através da educação os oprimidos pode tornar-se sujeitos críticos e reflexivos capaz de mudar o mundo e sua própria história a fim de se transformar um sujeito independente dos opressores.
      O que podemos compreende é que sua pedagogia é acima de tudo uma antropologia, pois leva o homem oprimido a se tornar um sujeito que abomine todo tipo de injustiça e opressão. Paulo Freire, faz uma crítica ao modelo de educação que estabelecida na década de 60,onde chamava de educação bancária,onde o educador é o sujeito, e o educando é um mero”deposito”, receptor de conteúdos, memorizador, tenta “encher” o educando com conteúdos, onde o sujeito apenas decora mecanicamente sem a devida participação, onde possa relacionar o conteúdo com a sua vida, afim de aprimorar o seu potencial criativo, próprio de um processo de ensino-aprendizagem, podendo haver uma troca de conhecimento entre educador e educando.
      O autor usa o termo anestesia para enfatizar a a prática bancária,onde a educação bancária inibia a criatividade dos educandos, impossibilitando o seu desenvolvimento.
      Hoje ,na nossa sociedade ainda existem pessoas que ainda estão sendo oprimidos pelas classes antagônicas que detém o poder, pessoas que muitas vezes foram negados os seus direitos, onde tiveram sua infância roubada e hoje encontram-se na sala de Educação de Jovens e Adultos, a procura de resgatar os seus direitos, onde os jovens e os adultos trabalhadores lutam para superar suas condições precária de vida , no intuito de buscar conhecimentos e torna-se um cidadão. A educação popular veio para que todo o cidadão independente da classe social a qual estejam inseridos possam ter acesso a uma educação de qualidade, que possibilitem oportunidades ao mercado de trabalho e que tornem-se sujeitos crítico e reflexivo.
      * Aluna do 7º período de Pedagogia

    9. Fabiene Soares

      Um breve cometário sobre a Obra pedagogia do Oprimido
      Escrito no período em que o autor esteve exilado de seu país, o Brasil, durante o perído da Ditadura Militar, o livro oferece um mergulho no pensamento de Paulo Freire sobre seu modo de ver e ler o mundo. Neste livro Paulo Freire esboça caminhos sociais rumo a uma socieddade livre através da extinção da relação de opressão presentes no sistema capitalista. Para Freire, só a libertação dos opressores, feita pela movimentação e conscientização dos oprimidos, poderia ser o elo propulsor para construir uma sociedade de iguais. Neste sentido, a educação aparece com o papel central para efetivar o seu pensamento, pois que através de uma educação libertária, o oprimido poderia tomar consciência de sua situação e buscar sua liberdade bem como a de seu opressor. Para tal, propõe que o educador conheça em profundidade cada comunidade que irá educar, conheça a realidade e as palavras que são significativas para cada grupo de pessoas. Desta forma, as palavras que serão ensinadas na escrita e na leitura, são justamente as que fazem parte do cotidiano destas pessoas.
      Assim, Paulo Freire acredita que ao conhecer a sua palavra e transformá-la em ação e posterior reflexão, o oprimido passaria de um estágio ingênuo para um estado consciente de sua situação social e tentaria suplantá-la.
      Aluna do 5° período de pedagogia Matutino

    10. TROQUE UM PARLAMENTAR CORRUPTO POR 344 PROFESSORES

      Prezado amigo!
      Sou professor de Física, de ensino médio de uma escola pública em uma cidade do interior da Bahia e gostaria de expor a você o meu salário bruto mensal: R$650,00

      Eu fico com vergonha até de dizer, mas meu salário é R$650,00. Isso mesmo! E olha que eu ganho mais que outros colegas de profissão que não possuem um curso superior como eu e recebem minguados R$440,00. Será que alguém acha que, com um salário assim, a rede de ensino poderá contar com professores competentes e dispostos a ensinar?

      Não querendo generalizar, pois ainda existem bons professores lecionando, atualmente a regra é essa: O professor faz de conta que dá aula, o aluno faz de conta que aprende, o Governo faz de conta que paga e a escola aprova o aluno mal preparado. Incrível, mas é a pura verdade! Sinceramente, eu leciono porque sou um idealista e atualmente vejo a profissão como um trabalho social. Mas nessa semana, o soco que tomei na boca do estomago do meu idealismo foi duro!

      Descobri que um parlamentar brasileiro custa para o país R$10,2 milhões por ano. São os parlamentares mais caros do mundo. O minuto trabalhado aqui custa ao contribuinte R$11.545.

      Na Itália, são gastos com parlamentares R$3,9 milhões, na França , pouco mais de R$2,8 milhões, na Espanha, cada parlamentar custa por ano R$850 mil e na vizinha, Argentina, R$1,3 milhões.

      Trocando em miúdos, um parlamentar custa ao país, por baixo, 688 professores com curso superior !
      Diante dos fatos, gostaria muito, amigo, que você divulgasse minha campanha, na qual o lema será:

      “TROQUE UM PARLAMENTAR POR 344 PROFESSORES”.

      COMO VOCE VAI VOTAR DEPOIS DE LER ESTA MATÉRIA??
      REPASSEM, EU JÁ ADERI À CAMPANHA!

    11. Talita Daniely - talitadaniely1009@hotmail.com

      FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005. 212p.

      As obras de Paulo Freire são de fundamental importância para todos nós, como educadores e por que não dizer também, como cidadãos. O mesmo é um autor que valoriza a educação popular, suas idéias em relação a esta, nos possibilita compreender cada vez mais esse processo de ensino/aprendizagem. Em sua obra Pedagogia do Oprimido, Freire vem nos fazer refletir sobre o que pessoas que são vítimas da opressão sentem, e ao mesmo tempo mostra-nos também que esses oprimidos são pessoas que precisam se ‘libertar’ dessa opressão. Ele defende uma educação voltada para a igualdade, onde todos são seres pensantes e que devem se tratar como “iguais”. O oprimido tem medo de assumir sua liberdade e o opressor tem medo de perder a liberdade de oprimir, isso faz com que os oprimidos não lutem por seus direitos, seus objetivos, tudo isso bloqueia os oprimidos de buscarem uma liberdade que é direito de todos, ficando assim, com medo de assumir essa liberdade. Os oprimidos devem se sentir pessoas livres, homens livres, estes precisam refletir, quando isso acontece, estarão se aproximando da prática. Freire também vem destacar a concepção bancária da educação como instrumento da opressão, isso nos faz compreender o que realmente vivenciamos na realidade, quando vemos professores que não entendem que ninguém é dono da verdade absoluta, o aluno não vai à escola para ser recebedor de conhecimento apenas, o aluno é possuidor de conhecimento também. O que esses opressores realmente querem, é transformar a mentalidade dos oprimidos e não a situação que os faz seres oprimidos. Se fosse ao contrário, existia um interesse por parte dos opressores em desenvolver a criticidade dos oprimidos, fazendo com que esses entendessem que são seres que pensam, mas ao invés disso, os opressores preferem persistir em uma educação mecânica com a repetição e a memorização, onde os oprimidos se tornem cada vem mais dominado por eles. Vale salientar, que esses que são vítimas da opressão, podem a qualquer momento perceber que essa educação bancária os leva cada vez mais à alienação, e estes podem lutar por suas libertações, já que se pretendem ser livres, entenderão que não se pode aliená-los. Um educador que não trabalha de acordo com essa educação bancária, essa alienação, deve problematizar, entender que o aluno não é um “depósito” e sim investigador crítico. Um educador que pensa dessa maneira é um educador que também tem a consciência de sua inconclusão, que busca sempre o melhor, entende assim que, juntos (educador e educando) superam todos os obstáculos da opressão e caminham juntos na busca pelo “ser mais”.
      Talita Daniely – Aluna do 4º Período de Pedagogia Matutino.

    12. educacaopopularpf

      cursista milene

      FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido, Paz e Terra, 2005 p. 212

      Paulo Freire era educador, Freire coordenava o projeto de educação de adultos do MCP (Movimento de Cultura Popular) através do qual foram criados círculos de cultura e o centro de cultura. Escrever dentre outros livros, mas o que se destaca em Pedagogia do Oprimido é o livro Educação como prático da liberdade.

      Em primeiro momento, como se diz no próprio livro de Freire, Pedagogia do Oprimido a desumanização que gera a exploração, a violência, que leva muitas vezes ao desespero e que torna o indivíduo alienado da opressão, não é destino, mas quem causa isso é apropria sociedade, melhor dizendo capitalista, injusta. Os oprimidos não deixam de ser oprimidos quando se tornam donos de alguma coisa, pois quando se tornam poderosos vão alienar seus inferiores se tornando opressores.

      Muitas vezes, o oprimido é tão humilhado pelo opressor que realmente se acha inútil, e achando também que seu superior é o que tem razão. No texto também mostra a educação “bancária”, que é a que presenciamos, aquela onde os conteúdos são repassados aos ouvintes, ou melhor, os educando sem a discussão, “diálogo”, e são aceitos com simpatia. Conteúdos memorialísticos, verbalísticos. É uma verdadeira educação bancária, onde os conteúdos são verdadeiros depósitos impostos aos alunos, acumulando conteúdos. Ele também mostra uma educação transformada que seria a problematizadora, onde haveria a rela cão educador-educando, onde os conteúdos seriam de acordo com a visão de mundo dos educandos e do educador, onde se praticaria a dialogiciadade não a antidialogicidade (educação bancária), onde a educação problematizadora oprimido tenha consciência do papel que ela ocupa na sociedade.Por isso que só a prática da liberdade quando opressor oprimido se liberta juntos. Para isso o opressor tem que se colocar como sendo um oprimido também, oprimido de uma sociedade, e o tem que se unir os demais oprimidos em busca de uma, ação e reflexão que possa trazer uma revolução para essa realidade.

      A educação problematizadora ao contrário do bancário busca o questionamento, a problematização dos conteúdos e sempre se questionar a respeito (como se diz no livro) de slogan que nos acostumamos a ouvir: “Educação direito de todos” como? Se poucos que permanecem na escola. Ou uma sociedade de igualmente para todos se ela tem privilégios para uns e pobreza para outros. São essas questões que oprimidos tem como base de seus direitos e lutas.

      Paulo Freire, mostra com clareza que a aprendizagem deve ser praticada por educador-educando. O autor relata também que a educação estabelecida é uma forma de opressão (a educação bancária). Por isso Freire busca que a sociedade, ou seja, Ada um reflita em qual papel se ajusta, de opressor ou oprimido, e que juntos e em comunhão consigam transformar essa educação bancária e a sociedade de um modo geral. A relação do educador-educando é tão impotente pela troca de experiências entre ambos, só assim seria possível a transformação do mundo através do diálogo, que seria uma das armas poderosas para também transformar o mundo.

      Contudo, o autor declara que mesmo não tendo uma experiência na revolução de uma educação que ele não deixou de fazer sua reflexão sobre essas questões (do tema), até porque tínhamos que ter um autor, um educador precisamente que se opunha a dá o passo a frente tido como ponto de partida,

      Para assim surgir as reflexões, as inquietações sabe que e como mudar o tipo de educação que temos.

      Se deixa claro que essa obra não é para os que alienar, os opressões, mas sim para os oprimidos, ou para os que se sentem alienados pressionados, para assim o oprimido poder agir e refletir sobre a situação que o aflinge.

    13. -Curso de Leitura e Pesquisa em Paulo Freire e Educação Popular

      Taiyuan Gomes

      Livro: Pedagogia do Oprimido
      Autor: Paulo Freire
      Resumo: 1°e 2° Capitulo

      Neste primeiro capitulo Paulo Freire fala da liberdade, liberdade essa em todos os sentidos liberdade de expor sentimentos, necessidades, cultura e do próprio conhecimento de homens e mulheres que ele chama de oprimidos, e os que os oprimem dessa liberdade chamam de opressores, opressores esse que vemos todos os dias e que nos mesmos os colocamos onde estão hoje.no livro Paulo Freire diz,mais uma vez os homens, desafiados pela dramaticidade da hora atual, se propõem, a si mesmos como problema e descobrem que pouco sabem de si, de seu “posto no cosmos” e se inquietam por saber mais.É também, e talvez, sobretudo, a partir desta dolorosa constatação, que os homens perguntam sobre a outra viabilidade a de sua humanização. Humanização e desumanização, dentro da historia num contexto real, concreto, objetivo, são possibilidades dos homens como seres inconclusos e conscientes de sua inconclusão. Os opressores falsamente generosos tem necessidade, para que sua generosidade continue tendo oportunidade na permanência da injustiça.Nesse trabalho Paulo Freire preocupa-se em apresentar alguns aspectos do que nos parece constituir o que nos chamamos de pedagogia do oprimido:aquela que tem de ser forjada com ele e não para ele enquanto homens ou povos, na luta incessante de recuperação de sua humanidade. Pedagogia que faça da opressão e de suas causas objeto de reflexão dos oprimidos, de que resultava o seu engajamento necessário na luta por sua libertação, em que essa pedagogia se fará e refará.
      A pedagogia do oprimido esta ligada a pedagogia libertadora, pois num primeiro momento os oprimidos no lugar de buscar a libertação, na luta e por ela, tendem a ser opressores também, talvez por terem sido a vida todos submetidos aos opressores, pensam eles que essa liberdade só pode ser conquistada pela força e também o medo que essa liberdade impõe como assumir essa liberdade sozinha. Daí esta exigência radical, tanto para o opressor que se descobre opressor, quanto para o oprimido, que reconhecendo-se, desvendam o mundo da opressão e percebem os mitos que alimentam a radical exigência da transformação da situação concreta que gera opressão. A pedagogia do oprimido que, no fundo, é a pedagogia dos homens empenhados na luta por sua libertação, que busca a restauração da intersubjetividade. Os oprimidos hão de ser o exemplo para si mesmo, na luta por redenção. A contradição se faz em termos autênticos, é que para os opressores tudo que não seja de direito antigo de oprimir significa opressão a eles, não percebem que, na situação opressora em que estão que, se ter é condição para ser, esta é a condição necessária para todos os homens.
      Há por outro lado um certo momento que oprimidos sentem uma irresistível atração pelo opressor, seus padrões de vida, na alienação querem a todo custo, parecer com o opressor . Se verifica, sobretudo, nos oprimidos de classe media, cujo anseio é serem igual ao homem ilustre da chamada classe superior. Através do conteúdo e do dialogo os oprimidos descobrem nitidamente, o opressor, e se engajam numa luta organizada por sua libertação, começam a crer em si mesmo, superando, assim sua convivência com regime opressor.
      No segundo capitulo do livro Paulo Freire faz uma critica a educação bancaria na sua concepção a educação deve ser transmitida de forma libertadora inserindo os conhecimentos do contexto em que o oprimido vive assim o dialogo entre ambos torna-se mais proveitoso por isso chama os educadores de revolucionários. Fala da realidade como algo, estático, compartimentado e bem comportado, quando não falar ou dissertar sobre algo alheio a experiência dos educandos, vem sendo, realmente, a suprema inquietação desta educação. O educador aparece como ser indiscutível agente, como seu real sujeito, cuja tarefa é encher os educandos com os conteúdos de sua narração. Narração essa que conduz os educandos a memorização mecânica do conteúdo narrado, um educador humanista, revolucionário, não espera essa possibilidade, sua ação, identifica-se desde logo, com os educandos, e deve orientar no sentido da humanização de ambos, do pensar autentico e não no sentido da doação do saber. Sua ação deve estar infundida da profunda crença nos homens, crença no seu poder criador.
      Desta maneira, o educador já não é o que educa, mais o que, enquanto educa é educado, em dialogo com o educando, que ao ser educado também o educa é o chamado conhecimento compartilhado, crescem juntos e os argumentos de autoridade já, não valem. Em que para ser-se, funcionalmente, autoridade, se necessita de estar sendo com a liberdade e não contra ela.

    14. mariauberlandia

      adorei

    15. educacaopopularpf

      Pedagogia do oprimido resumo dos 3 e 4 capitulo
      “Educação dialógica e dialogo não dialogo porem, se não há um profundo amor ao mundo e aos homens não e possível pronunciar do mundo, que é um ato de criação e recriação, se não a amor que a infunda “ (freire: pag: 91,92)
      Para existir o dialogo a uma necessidade de acorrer o amor e essencialmente tarefa do sujeito, pois o amor e o que a de mais importante na relação do dialogo dos homens, o sadismo, um prazer com o sofrimento alheio, em que isso domina. Mais só a como restaurar o amor com a supressão opressora ai assim seria possível a total restauração do amor.
      Outra forma de não ocorrer o dialogo é se não houve humildade, pois se o homem for um ser arrogante não o de maneira um dialoga entre os mesmos, o dialogo e uns encontros dos homens para a tarefa comuns saber agiram, dessa maneira um deles perde a humildade nesse dialogo.
      O dialogo começa na busca do conteúdo programático
      Em busca de um conteúdo programado, como pratica da liberdade ai que sua dialogicidade começa, não só quando o educador-educando se encontra com os educadondo-educadores em uma situação pedagógica, mas antes quando aquele se pergunta em torno do que vai dialogar com estes.
      Assim existindo um dialogo entra os seres que fazem a educação, dessa forma a de verdade uma boa educação, já para a educador-bancario não a o dialogo entre os seres na passagem dos conteúdos, assim não havendo uma boa formação na educação.
      As relações homens-mundo, os temas geradores e os conteúdos programáticos desta educação
      “Será a parti da situação presente, existencial, concreta, refletindo, o conjunto de aspirações do povo, que poderemos organizar o conteúdo programático da educação ou da ação política.”(freire,pag:100)
      O que temos a fazer, na mais na menos é fazer certas contradições básicas, e sua situação existencial concreta, presente como problema que por sua vez o desafia e assim lhe exige resposta não só para no nível intelectual mais no nível da ação.
      Nosso papel não e impor nada e sim de falar ao povo nosso visão de mundo através do dialogo ou tentar impô-lo a ela mais sim dialogando a sua visão e a nossa visão assim fazendo uma relação da nossa e da visão dele.
      A investigação dos temas geradores e sua metodologia
      ‘De modo geral, a consciência dominante, não só popular, que não captou ainda a “situação-limite” em sua globalização, fica na apreensão de suas manifestações periféricas as quais empresta a fosca inibidora que cabe, contudo, á “situação-limite”.”(freire,pag:111)
      Levando em consideração o que falta no homem e uma compreensão critica da totalidade em que estão inseridos, assim se falta uma interação melhor entre esses seres.
      A significação conscientizadora da investigação dos temas geradores os vários momentos da investigação
      “por isso é que, para nós, o risco da investigação não esta em que os supostos investigadas se descubram investigadores, dessa forma “corrompam” os resultados da analise.”(freire,pag;116)
      A uma investigação temática que se da no domínio do ser humano e não das coisas não se pode ser reduzido a um ato mecânico, e sim um processo de busca, de conhecimentos, por isso tudo, de criação, assim exigindo do sujeito que vão descobrindo, no conhecimento e no encadeamento novos conhecimentos e soluções para os problemas.
      A teoria da ação antidialogica
      Teoria da ação cultural que se desenvolvi a parti da matriz antidialogica e da dialógica,o anti dialógico que não a um dialogo não nem uma forma de conversa tudo e imposto.
      A teoria da ação antidialogica e suas características:a conquista ,dividir para manter a opressão ,a manipulação e a invasão cultural
      Conquistas
      “O primeiro caráter que nos parece poder ser surpreendido na ação antidialogica é a necessidade da conquista”(freire pag;157)
      Dividir para manter opressão
      “Na medida em que as minorias se submetem as maiorias a seu domínio, as oprimem dividi-los e mantê-los divididos são condição indispensável a continuidade de seu poder”(freire,pag:160)
      Manipulação
      A manipulação e uma característica da teoria da ação antidialogica isso seria a manipulação das massas oprimidas, pois a manipulação é um instrumento de conquista, em torno de que todas as dimensões da teoria da ação antialogica vão girando.
      Invasão cultural
      Serve também como uma forma de manipulação como conquista,
      “Nesse sentido , a invasão cultural , como de resto em todas as modalidades da ação antidialogica ,os invasores são os autores do processo ,seu sujeito ;os invadidos são modelados.”(freire,pag:173)
      Danilo Jose de Almeida silva
      5 período de pedagogia noturno

    16. educacaopopularpf

      Curso de Leitura e Pesquisa em Paulo Freire e Educação Popular
      Micaela Ferreira dos Santos

      FREIRE, Paulo.
      Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005,
      47ª. Edição.

      “Paulo Freire figura hoje entre as mais acatadas personalidades no campo da Pedagogia”

      Freire mostra que a opressão se dá de certo modo pela falta de consciência da camada mais baixa da sociedade. E a classe mais privilegiada, a que oprime, o faz, pois, os oprimidos aceitam tudo sem discutir. Ele mostra que as pessoas “não sabem” que tem direito a liberdade. E defende essa liberdade propondo aos oprimidos a restauração de si próprio, para uma condição de vida humana e mais consciente.
      Num segundo momento de “Pedagogia do Oprimido” Paulo Freire mostra que existe uma estrutura “bancária” que oprime a classe menos favorecida, e que isso só poderia ser mudado com a educação. Os alunos são visto como alienados, como se não soubessem de nada. Nesse processo nada há de criatividade. O professor simpeslmente “joga” o conteúdo pra os alunos, e fica a critério deles se aprofundar ou não. O professor transforma o aluno em um ser “passivo”, ele pouco ou nada participa do processo educativo.
      No terceiro capitulo de “Pedagogia do Oprimido”, Paulo Freire mostra que o diálogo é essencial na educação. Ele é o encontro do refletir e agir no sujeito através da “palavra”, e deve estar presente em todos os momentos do ensino-aprendizagem, na busca do significado da relação do homem com o mundo. Existe no diálogo a necessidade de um “pensamento verdadeiro”, um “pensamento crítico”. Se não existir uma comunicação não existe educação. Através do diálogo se pode construir uma pedagogia ética, baseada na crítica, na conscientização, na liberdade e lutar contra a opressão que ainda existe na sociedade.
      “Quando tentamos um adentramento no diálogo como fenômeno humano, se nos revela algo que já poderemos dizer ser ele mesmo: palavra. Mas ao encontrarmos a palavra, na análise do diálogo, como algo mais que um meio para que ele se faça, se nos impõe buscar, também, seus elementos constitutivos” (FREIRE, 2005, p. 89).
      Freire conclui “Pedagogia do Oprimido”, enfatizando a importância de o individuo investigar o universo do povo. O homem pode conhecer e transformar o mundo através de seu trabalho. Mostra a importância da relação teoria e prática, reflexão e ação, e do diálogo na iniciação de qualquer revolução. E que os responsáveis pela transformação da realidade deve ser feita pelos esmagados, com total lucidez, e que qualquer revolução deve ser feita principalmente em caráter pedagógico.

    17. PAULO CESAR STRUJAK

      gostaria de saber sobre a resenha do livro Exensão ou Comunicação 8 edição de Paulo Freire.

    18. cute! thank you.

      you can also read it in my car blog

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